Boas Festas, e Despedida

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 8:02 pm

ESTE ano, em Setembro, este BLOGUE completou 10 anos de permanência no ar. Nos últimos tempos, nota-se que foi ficando velhinho, pois com as últimas actualizações técnicas, torna-se difícil aceder aos posts mais antigos e ir substituindo as fotos que vão desaparecendo…

Por outro lado, vou tentar arranjar um modelo mais recente, que eu também saiba utilizar, mas que me permita fazer alguma ilustração mais pessoal. Com a ajuda do meu Filho, super artista destas coisas, certamente hei-de encontrar um modelo simples e bonito, que não choque a minha ignorância informática!

Assim, despeço-me dos meus possíveis leitores, desejando um Feliz Natal e um Ano Novo cheio Saúde, Paz e Amor, e também cheio de projectos e sobretudo, da sua realização! Um grande abraço para todos, e os meus profundos votos de Felicidade e Bem-Estar,

Fátima Domingues / Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 23 de dezembro de 2019, pelas 20 h

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Brandos Costumes e Xenofobia

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 2:13 am

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ESTA onda de xenofobia desorienta.
Sei que o País dos Brandos Costumes, de “brando”, não tem nada.
…Mas tanto?!
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Até me sinto ridícula em afirmar que estou do lado de Todo-o-Mundo!
E mais, sendo Mulheres, estamos todas ao mesmo nível – Somos todas alvo dos mesmos movimentos machistas, exclusivistas, e ainda por cima, um sector do Todo Feminino que formamos, é vítima desta desenfreada xenofobia.
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Mas estamos unidas, e a Razão, a pura Razão, há-de estar do nosso lado. Não as desconfianças.
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Como pode um sector dos Portugueses/Portuguesas, sentir ressentimento para com os Afro-Europeus?
Quem foi que tingiu de sangue e sofrimento os litorais africanos? 
…E não me venham com o argumento estafado de que os “africanos vendiam o seu povo”. A ganância e a crueldade são de todas as latitudes e de todos os tempos. 
O que é de “lamentar” – oh, como as palavras são insuficientes – o que é de repudiar, é que no século XXI ainda haja uma camada da nossa população que se mostra desorientada ao ver que todos temos o direito de nos cruzarmos na rua, na praça, nas lojas, nas universidades ou na vida política, todos e todas à mesma altura, e todos e todas com os mesmos direitos.
Só existe uma realidade na vida – o Ser Humano.
Sejamos todos Humanos! No sentido mais elevado e mais nobre do termo. Não me entendam mal: não é por caridade. É porque é de Direito.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, aqui e no FB. Em 14 de Outubro, pelas 3h 12m

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Renovação no Parlamento português

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 2:55 pm

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Novos rostos no Parlamento português

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O resultado das eleições do passado dia 6 deste mês vem imprimir uma grande renovação à nossa sociedade.
Estas três deputadas, recém-eleitas, são Afro-Europeias. 
Africanas pela ascendência e cultura materna, mas também Europeias pela Cultura adquirida no país onde vivem, quer pelas suas vivências pessoais, quer pelos seus estudos universitários. 

Estamos todos de parabéns, porque a sua eleição representa um avanço na actualização e modernização do nosso viver colectivo. 
Isto é, no século da Globalização, ficam para trás, felizmente, as considerações de origem geográfica que nos inferiorizavam a todos.
Esperamos que a sua presença no Parlamento traga o contributo que nos faltava para a total abertura da mentalidade colectiva à presença dos Afro-Europeus no país colonizante que fomos, e que ainda não deixámos completamente de ser.
Senão, como se compreenderá que uma das praças públicas mais belas da nossa capital ainda continue a ser designada como “Praça do Império”?

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho,

em 8 de Outubro de 2019, pelas15h 55m

Igualmente no FB

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A sabedoria dos provérbios

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 11:31 pm

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Só esta noite vi o último Eixo do Mal (programa da SIC Notícias, quintas-feiras à noite) – um programa que muito aprecio e que em geral não perco.
Na última parte do programa, os convidados referiram-se, com indignação e muito bem, ao modo insultuoso com que um certo segmento da opinião pública tem acolhido a activista Greta Thunberg.
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Isto eles não disseram, mas eu digo:
Esse falejar indignado deve-se a dois aspectos:
1- As actividades de defesa da Natureza e do Planeta incomodam as grandes indústrias. Toda a gente percebe isso.
2- As pessoas comuns incomodam-se só de pensarem que têm de mudar os seus hábitos. E é isto que as pessoas não querem perceber.
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Bruce Chatwin cita o provérbio indiano:
Life is a bridge. Cross over it, but build no house on it.
Na tradução portuguesa – “Canto Nómada” – vem na pág 219 – “A vida é uma ponte. Atravessa-a, mas não construas nela nenhuma casa.”
Jesus Cristo, segundo rezam as crónicas, também disse, no famoso e magistral Sermão da Montanha:
“Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.”
Mas a nossa “civilização” ultrapassou em muito esta sabedoria, e o resultado está à vista. Ainda Bruce Chatwin (na pág 164):
“O mundo, se algum futuro tem, há-de ser um futuro ascético.”

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho, em 2 de Outubro de 2019, pelas 0h 30m

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Vozes fátuas

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:15 pm

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Erguem-se vozes porque o Reitor da Universidade de Coimbra definiu que não haja carne de vaca na Cantina da Universidade.
Vozes que são por um lado conservadoras-comodistas quanto aos velhos hábitos e recusando olhar seriamente para o Presente, e o Futuro ameaçado, preferem continuar nas suas vidas despreocupadas.
Vozes por outro lado preocupadas com os prejuízos económicos que uma conscientização mais eficaz possa provocar.
E vozes que devendo ser responsáveis, vão dando “uma no cravo e outra na ferradura”, fazendo humor da forma mais banal e irresponsável ridicularizando um tema tão grave.
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E no entanto, TODOS temos a obrigação premente de saber que há urgência em renovarmos os nossos comportamentos.

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© Myriam Jubilot de Carvalho,

22 de Setembro de 2019, pelas 14h 14m

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Greta Thunberg

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 2:58 pm

Esta Menina comove-me duplamente:

=Por um lado, encontrou maneira de converter o seu handicap em energia e actividade positiva;

=Por outro lado, iniciou uma luta maior do que ela e que nos compromete a todos nós!

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, em 11 de setembro de 2019,

pelas 16h.

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I am not your negro – no Canal 2

* Antologia,* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 12:41 am

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O grande, notável, James Baldwin acaba de passar no Canal 2, nesta noite de Domingo.
“I am not your negro” é um estudo-documentário impressionante de lucidez.

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I am not your negro termina com estas palavras que, de certo modo, podem muito bem ajustar-se ao “País dos Brandos Costumes” que ainda se encontra em psicose de negação:
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“Vocês não podem linchar-me e manter-me em guetos sem se tornarem vós mesmos qualquer coisa de monstruoso. Além disso, oferecem-me uma vantagem aterradora. Vocês nunca tiveram que olhar para mim. Eu tive que olhar para vós. Sei mais sobre vocês do que vocês sabem sobre mim.

Nem tudo o que pode ser encarado, pode ser alterado. Mas nada pode ser alterado, sem ter sido encarado.

A História não é o passado. É o presente. Transportamos a nossa História connosco. Se fingirmos o contrário, somos literalmente criminosos.

Eu testemunho isto: O mundo não é branco. Branco é uma metáfora para o poder.”

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“I Am Not Your Negro: Race, Identity, and Baldwin” with Raoul Peck, Academy award-nominated director of the documentary “I Am Not Your Negro”. Based on James Baldwin’s unfinished manuscript. October 18, 2017.

Com a devida vénia,

publicado por

Myriam Jubilot de Carvalho

Segunda -feira, 19 de Agosto de 2’19, cerca de 1h 40m

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PROFESSORES A MAIS?!

* Educação e Criatividade,* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:13 pm

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PROFESSORES A MAIS?!
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ESTA GENTE DIZ CADA UMA!
Já algum deles deu aulas a 30 miúdos ou jovens, todos na mesma sala, cada turma com a sua percentagem de mal-educados e desinteressados?! Com programas e métodos por vezes, desajustados. Sem lugar para a criatividade quer na Escrita, quer  nas Artes visuais, na Música, na Expressão corporal…
SABEM do que FALAM?
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O ENSINO PÚBLICO é para ser ACARINHADO, É o FUTURO do País que é posto em causa! Não pode nem deve ser AMESQUINHADO!
O Ensino Público é um investimento inestimável cuja rentabilidade não é visível no imediato. Esta afirmação é tão notória e evidente que até poderíamos dizer que já o Senhor de La Palice diria o mesmo!
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Já diminuíram os programas de Humanidades! Como se fosse possível formar jovens sem lhes apresentar a marcha cultural da Humanidade…

No actual retrocesso a que o Ensino está a ser sujeito, só conta o Ensino técnico baseado no domínio da Informática?

HOJE, tal como ONTEM – De que valem a informática ou qualquer outra Técnica – se o seu utilizador não tiver a sua sensibilidade educada?!

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Por que não pensam os políticos em diminuir as suas rendas ou ordenados? Se há famílias inteiras a sobreviverem com os miseráveis 600€ por mês, porque não se pensa que certas carreiras auferem demasiado?
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Por que motivo não se oferecem os livros escolares, vendidos a preços exorbitantes, a todos os níveis de Ensino? Vi reportagens na TV em que vários casais afirmavam que poupavam durante todo o ano (!) para poderem adquirir os livros escolares dos filhos…
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Por que é que as Artes e os Artistas, a Investigação Científica e os Investigadores, não têm melhor protecção e incentivos?
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Há países em que os Professores e o Ensino são objecto de verdadeiro respeito!
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Sempre tive tanta consideração por Rui Rio, mas por vezes, desilude-me.

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VER:

Rui Rio. “Temos de emagrecer, se possível, a Administração Pública”

https://sol.sapo.pt/artigo/666118/rui-rio-temos-de-emagrecer-se-possivel-a-administracao-p-blica-

“Ou seja, é preciso avaliar a Administração Pública, perceber onde há carências ou não. E até deu exemplos: “Há professores a mais, infelizmente, o que significa que temos um problema de natalidade”.”

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Publicado aqui no Blogue e no FB, por

Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 25 de Julho de 2019, pelas 14h 12m

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Mais faz quem quer

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 5:17 pm

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Mais faz quem quer do que quem pode – diz um provérbio português.

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Este considerando confirma-se através das iniciativas de pessoas maravilhosas que levaram a cabo iniciativas que podem mudar o futuro do planeta.

Referimo-nos às iniciativas de recuperação dos solos sujeitos a desertificação quer por causas naturais quer pela desordenada acção humana.

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Já aqui falámos da criação do GREEN BELT MOVEMENT, pela queniana WANGARI MAATHAI, prémio NOBEL DA PAZ em 2004 e INDIRA GANDHI PEACE PRIZE em 2006.

A partir da sua iniciativa de criação de uma cintura verde em volta das cidades e outras povoações, nasceu a criação de uma zona de floresta na faixa sul do Sahara, uma floresta que se vai expandindo como tampão à desertificação.

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Outra iniciativa de projecção mundial é a do casal LÉLIA WANICK SALGADO e SEBASTIÃO SALGADO, que fundaram o Instituto Terra, no Brasil.

Na ausência de Sebastião Salgado, frequentemente em viagens de reportagem fotográfica pelo mundo, Lélia Wanick Salgado empreendeu a reflorestação da vasta propriedade que o casal herdara do pai do famoso fotógrafo.

Esta iniciativa ganhou tais proporções que o casal teve que solicitar o apoio do Estado, e assim nasceu o INSTITUTO TERRA.

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Recentemente, tive conhecimento da atribuição do RIGHT LIVELIHOOD AWARD 2018, o chamado prémio Nobel Alternativo, ao agricultor YACOUBA SAWADOGO, que pacientemente perseverou na utilização de métodos tradicionais de plantio de árvores e assim foi recuperando terrenos que se tinham tornado áridos.

“Desde 1980, durante um período de seca severa, Sawadogo deu vida entre Burkina Faso e Níger a mais de 40 hectares de florestas em terras anteriormente estéreis e abandonadas. Hoje, mais de 60 espécies de árvores e arbustos prosperam. Esta é, sem dúvida, uma das florestas mais diversificadas plantadas e geridas por um agricultor do Sahel.”

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Wangari Maathai era bióloga, e Lélia Salgado é arquitecta. Mas que eu saiba, Yacouba Sawadogo não tem estudos universitários. Yacouba Sawadogo baseou-se nos conhecimentos tradicionais para reter as águas das chuvas e com esses procedimentos preservar a humidade dos terrenos. Yacouba Sawadogo confiou nos conhecimentos acumulados pela experiência prática dos seus antepassados!

A lição que eu tiro daqui, é que precisamos de olhar com AMOR para o ambiente em que vivemos. Para o preservarmos. E assim deixarmos uma herança positiva aos nossos descendentes.

 

Fontes:

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Sobre o GREEN BELT MOVEMENT e a sua criadora:

https://www.greenbeltmovement.org/who-we-are

ou

https://www.nobelprize.org/prizes/peace/2004/maathai/biographical/

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Sobre o INSTITUTO TERRA e a acção do casal Lélia e Sebastião Salgado:

Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado contam a história do Instituto Terra

https://www.youtube.com/watch?v=W12TjUIkjMY

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Sobre YACOUBA SAWADOGO:

https://educezimbra.wordpress.com/2018/12/19/yacouba-o-agricultor-que-semeou-o-deserto-ganha-o-nobel-alternativo/?fbclid=IwAR2RhclV3ZRsdkFmZxXFDOSrTdh-pQxohara9k2UI86_4fZ-31qSWJY2hd4

ou:

https://www.greenme.com.br/informar-se/agricultura/1911-replantar-o-deserto-recuperando-fertilidade-solo

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 22 de Junho de 2019, pelas 18h 19m

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Dois livros para ler a par e passo

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 7:29 pm

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Sugestão de leitura:

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Na altura em que publiquei aqui o post sobre Notre-Dame, esqueci-me de anotar este pormenor:

Li, em paralelo, ou talvez mais explicitamente, a par e passo, os dois livros citados nesse post, Os Templários, e As Cruzadas vistas pelos Árabes.

Foi um exercício muito proveitoso. Pois a informação fornecida por cada um dos autores, é obviamente coincidente.

No entanto, a narrativa de Amin Maalouf  amplia a nossa perspectiva crítica, pois transmite-nos os sentimentos dos povos do Próximo Oriente que se viram sem mais nem menos invadidos pelos Europeus.

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Referências:

Os Templários, de Piers Paul Read; ed. Imago, Rio de Janeiro, 2001;

As Cruzadas vistas pelos Árabes, de Amin Maalouf; ed DIFEL, 10ª ed, 2001

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Publicado por

Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 5 de Maio de 2014, pelas 20h 25m

 

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