* Cinco vezes Cinco, 25 Poemas – por J. O. Travanca-Rêgo.

— Myriam de Carvalho @ 7:40 pm

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5X5/25 POEMAS

Fátima Oliveira

Colecção Sol/Poesia

Lisboa, 1992

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Recensão, por J. O. Travanca-Rego

in

SOL XXI, Revista Literária, Nº1/2

Setembro 1992

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“Trata-se da primeira recolha a que a Autora procede em livro individual, breve conjunto de vinte e cinco poemas. Anteriormente, para além de algumas plaquetes, publicara já em conjunto com outros autores, nomeadamente, foi incluída no IV Anuário de Poesia de ed. Assírio & Alvim, Lisboa, 1987, sob o pseudónimo de Myriam Jubilot Moraes de Carvalho.

Julgamos poder afirmar que a prática poética funciona, para Fátima Oliveira, como um ritual de acompanhamento do quotidiano mais ou menos imediato – o que não quer dizer que os textos não procedam a uma metamorfose mínima, dos motivos de referência pessoais, projectando-os, pela escrita, a máximas de aprendizagem/sabedoria comum, isto é, que ultrapassaram a mera pessoalidade individual. Exemplo:

“Tão raros são os milagres humanos, tão breve perdem/as pétalas” (pág. 12);

Aprendeu a cor do fumo onde se afogam os olhos/incautos”.

Qualquer das duas precedentes citações inserem-se, in fine e conclusivamente, em dois poemas com um certo sabor a parábola.

Estruturado em cinco partes, o pequeno livro (38 pág) deambula pelos temas do amor e da amizade, ou procede a recolha de impressões sobre o espaço/tempo exteriores ou interiores. Um momento há, por exemplo, em que o espaço é aflorado em termos de oculto ( ocultismo mágico): na habit(u)ação comum humana, o oculto e indevassável estão presentes,

“furtando-se à magia iluminante das palavras”( pág 24).

“Buracos negros” – esse espaço, essa “câmara escura” – nem «lazeres raios X ou/sondas freudianas” os revelarão.

É possível que este espaço (no sentir da Autora) seja apreendido em termos de uma simbiose integrada pelo espaço exterior e pelo próprio corpo humano, lugar esse cruzado da impenetrável individuação de cada um, e de todos em geral, espécie de presença-ausente de un(s) aos outro(s).”

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 15 de Outubro, pelas 20h 35m

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