Um poema sem idade

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 8:42 pm

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Há poemas que são eternos.

Poemas a que recorremos quando o nosso coração precisa de conforto, poemas a que recorremos como quem abre uma janela ao esplendor do sol nascente.

O poema que aqui fica hoje, é um desses poemas eternos.

ARQUÍLOCO de PÁROS, o seu autor, veio ter ao meu conhecimento no primeiro ano da Faculdade, nas aulas de História da Cultura Clássica, do saudoso Professor Padre Manuel Antunes.
Na impossibilidade de encontrar agora a tradução do poema que se segue, que ele nos deu nas suas aulas, aqui fica esta outra:
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ARQUÍLOCO de PÁROS – séc VII aC
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O RITMO DA VIDA
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Coração, meu coração, que afligem penas sem remédio,
eia! Afasta os inimigos, opondo-lhes um peito
adverso. Mantém-te firme ao pé das ciladas
dos contrários. Se venceres, não exultes abertamente.
Vencido, não te deites em casa a gemer.
Mas goza as alegrias, dói-te com as desgraças,
sem exagero. Aprende a conhecer o ritmo que governa os homens.
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in ROSA DO MUNDO, tradução de Maria Helena da Rocha Pereira, Asssírio, 2001
pág. 419.
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Publicado aqui e igualmente no FB

por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 26 de Julho de 2019, pelas 21h 41m

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