A Igreja e a pena de morte 

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:40 pm

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A Igreja e a pena de morte 

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Felizmente, chegámos à Actualidade! No entanto, o combóio da Santa Madre Igreja chega atrasado.
Teve aqui na Península uma boa estação, nos séculos XV a XVIII… – e não parou…
…Aliás, teve muitas outras estações do mesmo tipo, em épocas mais recuadas, mas ia em alta velocidade, não entendeu a paisagem. Nem mesmo em Montagu, quando foi lançado fogo à igreja com as pessoas lá dentro…
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Muito pelo contrário, descarrilou pelos Orientes, pelas Américas, e por lá deixou marcas da sua ígnea passagem…
Embora tenha tido filhos de muito boa vontade! Houve quem protegesse os Índios – claro, desde que se despersonalizassem e se convertessem aos mistérios da Cruz. Mas enfim, protegeram-nos…
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Pelas Áfricas, fez-se mais pacata. Mandou os seus emissários a amansarem as criaturas que encontrassem, e lhes pregassem a boa nova da instalação dos iluminados. Depois, os governos seus aliados enviaram os exploradores.
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Mas os tempos foram mudando… Surgiram os “traidores”, os filhos das “seitas”! Esses alfabetizavam, curavam, eram eficazes, e quando a ocasião surgiu, solidarizaram-se com quem lutou pela Santa Liberdade. Na América Latina, excomungou a Filosofia da Libertação.
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Enfim, é difícil traçar uma ideia da linha férrea que a Santa Madre Igreja tem percorrido… Por vezes surgiram excepções, e até conheceu bons condutores… Este último até é simpático. Talvez por ser menos ortodoxo.
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Só mais uma ínfima gota de água neste oceano turbulento: nunca entendi, embora num plano mais laico, por que razão a nossa Liberdade foi Santa – e a dos outros… foi crime…

© Myriam Jubilot de Carvalho

5 de Agosto de 2018

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 19 de Agosto de 2018, pelas 14h 45m

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Poesia, minha Mátria

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 1:24 pm

 Do meu livro
“O Livros das Actas
Ex annis 70 et 80 – In loco vehementer in calorem”
Edição d’autora
Cadernos Literários vuJonga – 2016
página 53

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Poesia, minha Mátria

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Lá onde tudo é sonho e esperança
e o Sol nasce sem fronteiras nem
tabacarias,
Onde as águas correm límpidas, cantantes,
e o vento transparente embala as árvores e
lhes abençoa as folhas amarelas,
Lá onde a relva cresce mansamente e
os crisântemos não enganam as saudades,
Lá onde tudo é sonho e
esperança –
É que eu habito
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Lá onde os Deuses se alimentam
do fogo dos poentes, e habitam em
concílios de paz e de ciência,
Lá onde as laranjeiras cantam e dançam
sem medo de emprenhar e os
velhos carvalhos se espelham no
quente azul das praias do mar –
Lá onde tudo é sonho e esperança
é que eu habito
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Lá onde os prédios não arranham e
os céus nos tocam de magias,
Lá onde se é feliz e
o trabalho não é forçado nem ninho de alergias,
Lá onde as rosas são vermelhas e os
cravos cor do fogo das auroras,
Lá onde tudo é sonho e esperança
é que eu habito
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onde tudo é sonho,
e esperança –
é que eu habito

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Imagem:

Fonte – da Google Images:

Afresco de Pompeia

Encontrei a imagem no Museu Nacional do Rio de Janeiro

Este afresco foi oferecido ao Brasil pelo rei das Duas Sicílias, D. Fernando II, irmão da imperatriz Teresa Cristina, esposa do imperador do Brasil, D. Pedro II.

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 19 de Agosto de 2018, pelas 14h 25m

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O Papa Francisco e a Pena de Morte

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 8:49 am

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O Papa Francisco e a Pena de Morte

ÚLTIMA NOTÍCIA, dia 2 de Agosto de 2018

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Papa Francisco declara pena de morte ‘inadmissível’ em todos os casos

Antes, igreja não excluía a pena se fosse o “único caminho possível” para defender vidas “de agressor injusto”. Agora, texto diz que execução “atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa” (Rede BRASIL Atual)

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Papa declara pena de morte inadmissível em todos os casos

Francisco aprova nova versão do Catecismo, que afirma que pena capital “atenta contra a inviolabilidade e a dignidade” humana. Texto indica que Igreja está comprometida a impulsionar abolição da prática mundo afora. (Deutsche Welle)

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Papa modifica catecismo e declara pena de morte inadmissível

02/08/2018

O papa Francisco decretou nesta quinta-feira, 2, que a pena de morte é inadmissível em todas as circunstâncias e que a Igreja Católica deve trabalhar para seu fim. Francisco aprovou uma mudança no Catecismo da Igreja Católica – a compilação do ensino católico oficial – para dizer que a pena capital constitui um “ataque” à dignidade dos seres humanos e e não há justificativa para execuções patrocinadas pelo Estado.

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Anteriormente, o catecismo dizia que a igreja não excluía o recurso à pena capital “se esta fosse a única forma possível de defender efetivamente vidas humanas contra o agressor injusto”. O novo ensinamento, contido no Catecismo Nº 2.267, diz que texto anterior está desatualizada, que existem outras maneiras de proteger o bem comum e que a Igreja deve se comprometer a trabalhar para acabar com a pena de morte.

Há muito que Francisco se queixa contra a pena de morte, insistindo que nunca poderá ser justificado, por mais hediondo que seja o crime. A defesa dos encarcerados é um dos pilares da vocação do papa e ele também se opõe a sentenças de prisão perpétua, as quais chamou de penas “ocultas” de morte.

Em quase todas as viagens ao exterior, Francisco visitou os presos para oferecer palavras de solidariedade e esperança, e ele ainda mantém contato com um grupo de presos argentinos aos quais ele ministrou durante seus anos como arcebispo de Buenos Aires.

Ele disse nesta quinta-feira, 2, que “há uma crescente conscientização de que a dignidade da pessoa não está perdida mesmo após a prática de crimes muito graves”. Novos sistemas de detenção e sanções foram desenvolvidos para não privar os culpados da possibilidade de redenção, acrescentou.

“Consequentemente, a igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível porque é um ataque à inviolabilidade e dignidade da pessoa e trabalha com determinação para a sua abolição em todo o mundo”, diz o novo texto, que foi aprovado em maio, mas publicado apenas na quinta-feira.

A pena de morte foi abolida na maior parte da Europa e da América do Sul, mas ainda é praticada nos Estados Unidos e em vários países da Ásia, África e Oriente Médio.

Alguns na mídia social questionaram o momento do anúncio, uma vez que o Vaticano e a Igreja Católica estão novamente sob o fogo das acusações de abuso sexual clerical e como bispos em todo o mundo o encobriram por décadas. A Igreja dos EUA, em particular, está sofrendo com as acusações de que um dos mais proeminentes cardeais dos EUA, Theodore McCarrick, supostamente abusou de menores e de seminaristas adultos.

( O POVO online)

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FOTO retirada da Net.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 8 de Agosto de 2018, pelas 9h 55m

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