James Baldwin e uma questão ainda não respondida

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 12:07 pm

As coisas que eu encontro apenas por acaso:
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Uma pergunta feita em 1963, e que ainda não teve resposta…
Na entrevista, uma lúcida comparação entre Malcolm X e Martin Luther King. Continua actual.
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Do YouTube:
“Reportagem do Dr Kenneth Clark com James Baldwin em 1963.
A reportagem toda é incrivelmente lúcida e a última pergunta, a última pergunta está ainda sem resposta”
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James Baldwin (August 2, 1924 – December 1, 1987) was an American writer and social critic.
His essays, as collected in Notes of a Native Son (1955), explore palpable yet unspoken intricacies of racial, sexual, and class distinctions in Western societies, most notably in mid-20th-century America.
Some of Baldwin’s essays are book-length, including The Fire Next Time (1963), No Name in the Street (1972), and The Devil Finds Work (1976).
An unfinished manuscript, Remember This House, was expanded and adapted for cinema as the Academy Award-nominated documentary film I Am Not Your Negro.
(Wikipedia)

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 5 de Dezembro de 2017, pelas 13h

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Equipa vuJonga com um casal amigo

* Fotos,* VuJonga Textos Edição de Autor/a — Myriam de Carvalho @ 10:06 pm

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Foto da equipa vuJonga Textos Literários

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Foto tirada no dia 25 de Outubro de 2017, na Livraria Férin, em Lisboa.

Após a sessão de lançamento do livro de Silvya Gallanni – “Fragrâncias Poéticas”.

Da esquerda para a direita:

Professor Mphumo João Craveirinha, Silvya Gallanni, Professor Pascoale Cipro Neto e esposa, Professora Juliana Loyola, e eu própria.

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 2 de Dezembro de 2017, pelas 22h.

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CRIAÇÃO dos Cadernos Literários vuJonga Textos

* VuJonga Textos Edição de Autor/a — Myriam de Carvalho @ 12:32 pm

Criação dos Cadernos Literários vuJonga Textos

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vuJonga textos
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É a designação da equipa formada por três amigos que se propõem publicar os seus próprios livros.
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A equipa é formada por Silvya Gallanni, Mphumo João Craveirinha, e eu própria.
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Cada um de nós tem uma função específica dentro da equipa, embora por fim todos colaboremos para o objectivo comum – publicarmos os nossos próprios livros de forma autónoma e independente. Praticamos um trabalho artesanal, mas com dignidade e exigência de qualidade profissionais.
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O primeiro livro que lançámos, foi o meu “O Livro das Actas”. Uma recolha de poemas com um certo tom satírico.
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O segundo livro vai ser o de Silvya Gallanni: “Fragrâncias Poéticas”. Uma colectânea de ‘Haikai’.
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Ainda este ano, sairá um livro de Mphumo João Craveirinha, que anunciaremos na devida altura.
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O nome de “vuJonga” significa “Sol nascente”. É em língua Jonga – ou ‘Ronga’, conforme é geralmente referida em Português
. Exprime a nossa homenagem a uma língua de Moçambique, em via de extinção devido à política cultural do regime político moçambicano, que a seguir à Independência procurou anular as diferenças entre os povos que integram esse país.
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Tem havido vários grupos de escritores e artistas que se juntam com um objectivo comum.
Estou a pensar no grupo dos Pré-Rafaelitas – Pre-Raphaelite Brotherwood – que juntou pintores, poetas e críticos, fundado em 1848. Ou no Bloomesbury Group, na primeira metade do passado século XX, que igualmente juntou escritores, intelectuais, filósofos e artistas.
Poderá parecer que estou a jactanciar-me através das comparações mencionadas. Mas não, pois tenho consciência do valor intelectual e cultural do nosso trabalho, que ultrapassa o âmbito de uma tertúlia onde os seus componentes encontram apoio mutuamente. Formamos uma equipa que se propõe editar, publicar e divulgar o trabalho dos seus membros. Por outras palavras – elaboramos materialmente os nossos próprios livros, desde o borrão à comercialização, valorizados pelo exigentíssimo trabalho de Arte Gráfica do grande pintor que é Mphumo João Craveirinha.
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Actualmente surgiram os editores independentes. Mas a nossa equipa não se inscreve nessa qualidade: somos autores-editores.

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Texto publicado no FB em 7 de Outubro de 2017.

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 2 de Dezembro de 2017, pelas 12h 30m

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Ai Qing, dois poemas

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 12:03 pm

Ai Qing

1910-1996
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Dois poemas:
Um poema que nos diz que tanto podemos ser um como o outro destes dois marinheiros…
E outro que nos fala de trabalho infantil:

o menino ergue no céu do entardecer, a foice que lhe ceifa a infância, e o futuro…

Em ambos, um exemplo do despojamento de palavras da Poesia Chinesa.

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Aspiração
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Um marinheiro diz-nos
Que gosta da espuma branca
Provocada pela âncora quando sobe…
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Outro, diz-nos
Que lhe agradam mais os tinidos
Da corrente de ferro da âncora quando desce…
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Um, anseia pela partida.
E o outro, pela chegada.

(Changai, Março de 1979)
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Menino ceifeiro
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O Sol poente avermelha o prado
Mas o menino ainda ceifava em silêncio:
Cabeça inclinada, de costas para o céu, entregue ao trabalho,
Movia-se lentamente de um lado para o outro…
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Ervas abundantes devoravam-lhe o corpo:
Por entre o maciço de ervas,
Uma cesta de bambu, com alguns molhos ceifados, à vista.
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E uma foice a brilhar no ocaso.
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“Poesia Escolhida de Ai Qing”
Escolha, tradução, prefácio e notas de Jin Guo Ping
Revisão literária de António Manuel Couto Viana
Instituto Cultural de Macau, 1987
Poemas das páginas 171 e 323, respectivamente.

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Fontes das fotos:

1ª foto: foto de 1029, em Paris:

https://en.wikipwdia.org/wiki/Ai_Qing

2ª foto: 

www.readchina8.com/Literatureitems.php?Passid=DAA77819-AER4-401C-472F-8C61C0F34525

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Publicado por:

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 1º de Dezembro de 2017, pelas 11h 47m

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