“Perder o pão é perder a alegria de viver”

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 11:46 am

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“Perder o pão é perder a alegria de viver”

D. Manuel Martins, primeiro bispo de Setúbal – 1927-2017

Foi bispo de Setúbal de 1975 a 1998

Escreveu dois livros: 

Um Modo de Estar

Pregões de Esperança.

 

Sobre a sua pessoa e acção foram publicados cinco livros: 

História de Uma Crise. O Grito do Bispo de Setúbal;

Bispo de Setúbal, Um Homem Plural;

D. Manuel Martins o Bispo de Todos;

D. Manuel Martins, A Esperança de Um Povo;

D. Manuel Martins, Um Bispo Resignatário, Mas Não Resignado.

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Um país de mitos
– os brandos costumes –

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Chamaram-lhe o “bispo vermelho”
Um epíteto discriminatório …
Para o mainstream, o Outro não conta, ou conta muito pouco…
…Como se a Justiça Social tivesse cor…

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Cagliostro disse mais ou menos isto:
“Si ce n’est pas le désir seul de faire le bien qui nous pousse dnas le mysticisme, n’allez, je vous en prie, plus loin!”

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Ver o vídeo:

https://www.rtp.pt/noticias/pais/morreu-d-manuel-martins-o-bispo-vermelho_v1029226 

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Publicado por:

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 25 de setembro de 2017, pelas 12h 45m

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Frutos de inverno

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 11:33 am

Mais um poema de antigamente.

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Frutos de Inverno

Alguém diria que no Inverno se colhem os frutos?

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Os frutos doirados pela neve

na estrada isolada,

desconhecida,

perdida entre o sopé e o cume.

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Tentei acender o lume.

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Mas o nevão não me deu tréguas,

e caminhei sem descanso durante léguas

e léguas

e léguas

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– Sem saber que ao fim do caminho,

mesmo ao alcance da mão,

estavam os pomos de oiro –

criados pelo nevão

11 de Janeiro de 2001

© Myriam Jubilot de Carvalho

Fonte das imagens:

Google Images.

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 16 de Setembro de 2017, pelas 12h 30m

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Mais um poema – Lição antiga

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 10:39 am

Continuando a organizar papeis antigos, hoje selecciono este…

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Lição antiga

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É Inverno, duro Inverno.

O vento varre os tectos e o chão e

as janelas do meu coração.

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O vento varre a neve,

varre as folhas, varre o céu.

Por isso, a vida é tão leve.

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Branca e fria, branca e leve,

cobrindo a várzea e o céu,

cai a neve, cai a neve.

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E sob o manto branco

dentro da terra, do frio queimada,

germina e cresce, em segredo, a semente, aconchegada.

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Tal como, antes da luz, quando

à superfície do mar recoberta de treva

o espírito dos deuses sobre as águas

paira, sobre as águas se eleva.

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Tal como os sonhos que se escoam na noite,

pacotes desajustados de desejos vagos,

anunciam a madrugada nua

de pão e de beijos – mas onde

ecoam os cisnes cantando

pelos lagos

© Myriam Jubilot de Carvalho

15 de Janeiro de 2000

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 4 de Setembro de 2017, pelas 11h 40m

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Filme da UNESCO “A Rota do Escravo”

* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 11:00 pm

Filme da UNESCO “A Rota do Escravo”

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Como passou no dia 23 de Agosto, o Dia Internacional de Recordar a Escravatura, para que tal flagelo nunca seja esquecido, trago aqui este filme que encontrei por acaso.
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No entanto, anoto três pormenores que são evidentes:
= Intencionalmente, ou não, há um branqueamento no que toca ao comércio de escravos em África:
O filme diz que os entrepostos instaurados na costa africana, o foram por consentimento dos reis africanos.
Esse consentimento existiu.
Mas só existiram negociantes e vendedores, porque surgiram os compradores.
A ganância humana existe por todo o lado; não tem fronteiras nem limites.
Entretanto, houve reis africanos que se opuseram ao tráfico.
= O outro detalhe que notei, intencionalmente ou não, é um outro branqueamento, agora no que diz respeito à abolição da Escravatura. Parece que ficou a dever-se à liderança de idealistas e beneméritos. De facto, eles existiram. Mas a abolição foi uma necessidade económica, surgida da revolução industrial. Com o aparecimento e evolução das máquinas, o trabalho braçal deixava de ser rentável. E prejudicava a indústria nascente. Tanto que a abolição aconteceu, sem que tivessem surgido medidas de protecção e integração social e económica para os milhares de pessoas que ficavam sem meios de subsistência. Houve o papel relevante de pessoas generosas e justas que se opunham ao tráfico. Mas a abolição não foi um acto de generosidade, nem de justiça; foi apenas uma medida económica.
= O último detalhe a apontar, diz respeito a um facto muito esquecido. Havia grande procura de escravos/as “brancos”, que eram capturados em razias devastadoras na Europa do Norte, nas regiões desprotegidas, da Finlândia.

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A Rota do Escravo – A Alma da Resistência
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ONU Brasil
Published on Mar 25, 2013
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No filme “A Rota do Escravo – A Alma da Resistência”, a história do comércio de seres humanos é contada através das vozes de escravos, mas também dos mestres e comerciantes de escravos.

Cada um conta sua experiência: da deportação de homens e mulheres para as plantações até o cotidiano do trabalho e os movimentos de abolição.

Produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), traduzido e dublado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Noite de 2 de setembro de 2017, pelas 24

Publicado igualmente, na minha página do FB

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