BOM ANO 2017

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 12:53 pm

BOM ANO 2017

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Imagens:

do Google Images.

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 31 de Dezembro de 2016, pelas 12h 50m

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Canções dos autênticos Americanos da América do Sul

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:08 pm

Melodia INCA “chukila”

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Cuanto dura la paz???
..un cigarrillo cerca a la ventana??
..una vaso de vino???
….un bebe durmiendo??
..un cafe a media noche??
..una mirada…enamorada??
…una verdad a flote??
..el cerrar de los ojos..de los lunes a terminar el dia??
..una buena accion al desvalido??
….el silencio de una mañana de primavera…??
….un apreton de manos…despues de 100 años de guerra??

…Talves ni aun esto tiene significado…
…tan humanos..olvidamos ser..que
algunas veces..la libertad….tan..solo acaricio..un segundo …a la paz..
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CHUKLLA=(choza)
compositor: Waskar Amaru
Puno- PERU

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MACHU PICHU  * MUSICA ANDINA del grupo “INKUYO”

Tema Wipala

Del grupo “INKUYO” el tema Wipala

e imagenes de Machu Pichu y paisajes del pueblo de Cusco y del Peru

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Publicado por

Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 27 de Dezembro de 2016, pelas 22horas.

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In the valley

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 9:02 pm

Um poema dos autênticos Americanos,

a quem, inadvertidamente, continuamos a chamar “Índios”

In the valley

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As I sit here in the valley

all the heart has gone out of me.

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I threw a stone at the blue grouse (1)

on the side of the mountain.

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it hit her, and she flew off.

I re-wove the rotten fish-basket,

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fixed it up for use again in the

foothills. But, sick at heart,

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I have cut it to pieces. While

I was weaving another, a bat flew

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right at me (2). I will not do what

it orders, the small moth-spirit that

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flew at me here in the valley.

Right here in the valley,

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all the heart has gone out of me.

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(1) The blue grouse is probably the woman the man has sent away.

(2) When a bat hits someone it means that person is about to die.

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native-americans.

No vale

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Conforme eu me sento aqui no vale
todo o meu coração fugiu para longe de mim.
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Lá no flanco da montanha
Joguei uma pedra à ave azul (1)
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A pedra bateu-lhe, e ela voou para longe.
Eu reparei a cesta de peixe escangalhada,
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Reparei-a para a usar novamente no
Vale. Mas, com o coração dolorido,
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Desmanchei-a em pedaços. Enquanto
estava tecendo outra, um morcego voou
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Direito a mim (2). Eu não farei o que ele me
Ordena, o pequeno espírito que
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Voou para mim aqui no vale.
Bem aqui no vale,
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Todo o meu coração me abandonou.
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(1) Grouse – ave de caça, como tetraz, ou galo silvestre.
[Mas o verbo “to grouse” significa “resmungar”, ou “queixar-se”…] Esta ave azul é provavelmente a mulher que o homem mandou embora.
[Sendo assim, intercalando os dois significados, poderá querer dizer que a mulher sofreu ao ser expulsa, e foi-se embora a lamentar-se…]
(2) Quando um morcego encalha em alguém, isso significa que essa pessoa está perto de morrer.
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Versão para Português, Myriam Jubilot de Carvalho

Fontes:

Fonte do poema:
Native American Songs and Poems – página 22
Edited by Brian Swann
Dover Publucations, Inc.
Mineola, New York, 1996

Fonte da Imagem:

Native American Genocide

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 27 de Dezembro de 2016, pelas 21h.

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STEVE BIKO

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:33 pm

STEVE BIKO

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Ontem à noite, ao encerrar o computador, deparei-me com a efeméride do Google, sobre Steve Biko – um dos meus heróis.

Steve Biko morreu com 31 anos (18-Dez 1946/12-Set-1977)
Opôs-se à barbárie, não com palavras, mas com a vida.

Foram o jornalista sul-africano Donald Woods (1933-2001) e o realizador cinematográfico Sir Richard Attenborough (1923-2014) quem chamou a atenção do mundo para a morte de Steve Biko.
Biko foi preso em 1977, e espancado até à morte pela polícia política do regime racista de então, na República da África do Sul.
A obra de Steve Biko continua a ser pouco conhecida.
No filme CRY FREEDOM (1987), é-nos dada a história de Steve Biko, com a sua luta pela igualdade de direitos para toda a população do país.

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Há na Net, vária informação sobre Steve Biko. Com a devida vénia, registo esta página:

http://www.biography.com/people/steve-biko-38884#synopsis

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 18 de Dezembro de 2016, pelas 13h 35m

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É Natal, é Natal…

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:48 am

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O Natal da minha infância tinha muitos encantos… Na noite de Consoada, depois do jantar, a minha Mãe mandava-nos ir para a cozinha, para junto da criada, para arrumarmos tudo muito bem, pois “tudo tem que estar a brilhar, para o Menino Jesus poder descer”…

Éramos realmente crédulos, eu e o meu irmão… E limpávamos o fogão de lenha, dávamos brilho, com solarina, ao fogão de petróleo,  e nem nos apercebíamos que “a rapariga” já tinha a cozinha arrumada…

Púnhamos uma folha de papel de prata sobre o fogão de lenha, que obviamente ficava sob a chaminé. E sobre a prata,  os nossos sapatinhos novos, muito bem engraxados e brilhantes. Era uma noite especial, e por isso podíamos deitar-nos mais tarde… O degrau que separava a cozinha da sala de jantar, que nunca era usada, era o nosso palco. Aí, brincávamos ao “Serão para Trabalhadores”, o “programa de música ligeira”, como então eu ouvia dizer, da Emissora Nacional – éramos os apresentadores, os cantores, e o público que aplaudia com entusiasmo! Claro que era eu quem orientava o programa; não só porque era mais velha, mas porque já tinha o bichinho da imaginação a esvoaçar…

Quando finalmente íamos adormecer, estávamos tão cansados que nem refilávamos!

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Na manhã seguinte, lembro-me, muitas vezes fui a primeira a acordar… A orientação da minha Mãe é que iríamos todos ao mesmo tempo ver as prendas… Mas a minha impaciência era superior a tudo! Esperava-nos de facto uma grande surpresa. Os “tios de Lisboa” enviavam-nos brinquedos de toda a ordem. Na aldeia não havia lojas, nem novidades. Nem os meus pais tinham possibilidades para tanta fartura.

Nos diversos natais que vivi em Alte, entre os 6 e os 10 ou 11 anos, recebi mobílias de madeira, e depois o plástico chegou ao mercado e recebia mobílias completas, maravilhosas, perfeitíssimas, de plástico, para as minhas “casinhas”… Uma Amiga da minha Mãe tinha-me ensinado a fazer “a casinha das bonecas”. E como era cuidadosa, eu ia acumulando recursos, e tinha recheio para um palácio! A minha Mãe tinha-me dado um velho armário que tinha sido um lavatório de quarto, ao qual ela mandara substituir por tampo de madeira, o tampo de mármore manchado de nódoas de água e sabonete, e que transformara em armário de arrumações. Esse armário era o meu paraíso! A Talina tinha-me ensinado a separar as diferentes divisões da casa, cortando os lados das caixas de sapatos, de forma a apoiar os cartões assim cortados para fazerem as paredes. Era um prazer! Tinha o quarto dos pais, o das meninas, a casa de jantar, a sala de estar, a casa de banho, e a cozinha! Tinha pratinhos com os cozinhados, em relevo, muito sugestivos, que o meu Pai me tinha oferecido.

Estou a ver tudo. Há muito tempo que não me detinha com estas recordações. Era um tempo bastante harmonioso… A nossa casa era um bastião fora do mundo e do tempo…

Eu ia falar das notícias do mundo… da guerra na Síria, das fotos horríveis… Dos refugiados… De todas as pessoas que não podem honrar as suas celebrações… Que não podem ter festa de aniversário, ou prendas, ou guloseimas… Das pessoas que perderam tudo, casa, familiares, haveres… saúde, e esperança…

Esta foto é o espelho da com pompa chamada “Cultura Ocidental” – recorda como a grandeza da Europa, e sua grande descendente, EEUU, se fez e continua a fazer à custa da destruição de outros povos e culturas. .. Cruzadas… Inquisição… Esclavagismo… Colonialismo… Imperialismo… Guerras do petróleo…
A chamada “cultura cristã” só é autêntica em meia-dúzia de crentes, pessoas de boa-vontade! Tudo o mais é interesse, negócio, poluição a todos os níveis… E o resultado está à vista…

E fico aqui, a olhar para o ecrã… Sem palavras…

aleppo

Só consigo desejar que o mundo inteiro encontre a Paz, com todas as bênçãos que ela contém…

© Myriam Jubilot de Carvalho

Fontes das imagens:

Cartões de Natal, anos 50:

https://sartenada.wordpress.com/category/christmas-cards/

Alepo, no jornal Independent, de Sábado, 6 de Fevereiro de 2016 (Saturday 6 February 2016):

http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/battle-for-aleppo-who-is-fighting-why-is-it-significant-what-are-the-long-term-consequences-a6857606.html

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 17 de Dezembro de 2016, cerca de 1h e 50m

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