Crónica Nº 23, As Traduções e o Ocidente

* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 6:35 am

Crónica Nº 23

Encruzilhada de Culturas. Coluna quinzenal para o jornal «O AUTARCA» da cidade da Beira, Moçambique. 16 Setembro 2015, Quarta-feira, Edição nº 2955 – Página 4/4.

Myriam Jubilot de Carvalho é professora jubilada e pesquisadora há décadas, da cultura d’ Al Andalus e arábico-persa. Estudiosa da antiguidade clássica grega e romana (latina), bizantina e oriental. Está inscrita no CLEPUL: Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa. Possui obra poética publicada.
O AUTARCA – Jornal Independente, Quarta-feira, 16/09/2015, Edição nº 2955 – Página 4/4

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«AS TRADUÇÕES e o OCIDENTE». Crónica 23 de Myriam Jubilot de Carvalho:

“É do consenso geral que traduzir poesia é tarefa ingrata – diz-se que “o tradutor é um traidor”. Em poesia, procura-se exprimir conceitos ou emoções complexas em poucas palavras. Para isso, os poetas utilizam “técnicas” em que uma dada palavra nos permite subentender múltiplos sentidos – e temos as “metáforas” e outros artifícios de linguagem a que vulgarmente chamamos “sentido figurado”. Para traduzir poemas de outras épocas e culturas é preciso um bom conhecimento da língua em que foram escritos e suas subtilezas, e dos correspondentes modos de estar e de pensar. Que dizer pois de textos de outra época, em língua que não se domina, e cultura que se desconhece? (MJdC 2015)

 

Edward Fitzgerald (1809 -1883) foi um poeta inglês que ficou internacionalmente conhecido pelas suas traduções dos “Rubaiyat” (quadras) de Omar Khayyam. Na sua época, o Médio e o Extremo Oriente eram vistos pelos Europeus numa base de fantasia erotizada, próprios de um mundo estranho, exótico, onde imperariam prazeres indizíveis propiciados por mulheres-escravas, belas, rechonchudas, e submissas, guardadas por eunucos africanos.

Surge assim o “Orientalismo”, corrente que foi visível, sobretudo na pintura.
Hoje podemos afirmar que tais visões de um “Oriente mágico” seriam fruto de recalcamentos provenientes de um certo rigor de educação religiosa puritana e de má-consciência histórica.
Os conhecimentos de língua persa, de Fitzgerald, não eram profundos, e certamente não identificou os “símbolos” utilizados na literatura dos místicos Sufís. Essa semi-ignorância foi acompanhada de uma certa indiferença cultural. Por outro lado, ele próprio declarou que a sua tradução não era literal, isto é, ele utilizou os Rubaiyat como ponto de partida para criar uma “paráfrase” do texto de Khayyam – quase podemos dizer que fez um “outro poema”.

Do cientista, matemático, filósofo, e místico e mestre Sufí, Fitzgerald dá-nos a imagem de um alcoólico, mulherengo, hedonista – imagem errada que ainda hoje persiste.

E é isso que nos espanta – pesquisando na Net, ainda se constata uma insistência na “tradução” deturpada de Fitzgerald. A que deveremos atribuir este fenómeno? Diríamos que o Ocidente não consegue aceitar a grandeza das outras culturas, preferindo deturpá-las. E porquê? A resposta é simples, embora trágica: Para manter a hegemonia económica.” MJdC 2015 (texto e layout). [Hiperligações em anexo.

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Fontes da imagem e dos detalhes: ARTBLE.COM
‘Mulheres d’Argel nos seus aposentos.’
Autoria Eugène Delacroix (1834). Museu do Louvre, Paris, França. (Exemplo de ‘Orientalismo’)
http://www.artble.com/…/paintings/women_of_algiers_in_their…

Rediscovery of Hakim Omar Khayyam (2006)
http://www.payvand.com/news/06/mar/1190.html

Translator made Khayyam sensualist he never was (1993)
http://www.imsc.res.in/~sitabhra/khayyam/fitz_crit.html

Grafismo da coluna: MJdC 2015.

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 24 de Outubro de 2015, pelas 7h 30m

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“We do not surrender”

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 3:56 pm

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Hoje o meu dia é dedicado a Tomas Tranströmer.

 Tomas Tranströmer: “The Music Says Freedom Exists”

 APRIL 6, 2015

http://tomastranstromer.net/

VER o vídeo: o Poeta dizendo o seu poema, legendado em Inglês.

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Allegro

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After a black day, I play Hayden,

And feel a little warmth in my hands.

The keys are ready. Kind hammers fall.

The sound is spirited, green, and full of silence.

The sound says that freedom exists

And someone pays no tax to Ceasar.

I shove my hands in my haydnpockets

And act like a man who is calm about it all.

I rise my haydnflag. The signal is:

“We do not surrender. But want peace.”

The music is a house of glass standing on a slope;

Rocks are flying, rocks are rolling.

The rocks rol straight through the house

But every pane of glass is still whole.

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Eis a minha versão, em Português, deste poema excepcionalmente belo.

E como toda a grande Poesia, de significado actual e universal

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Allegro

Depois de um dia mau, toco Hayden,

E sinto um calor nas mãos.

As teclas estão prontas. Uma espécie de martelos caem.

O som é espirituoso, verde, e cheio de silêncio.

O som diz que a liberdade existe

E que há um que não paga as taxas a César.

Enfio as mãos nos meus haydenbolsos

E comporto-me como um homem que está calmo acerca de tudo.

Levanto a minha haydenbandeira. O sinal é:

“Não nos rendemos. Queremos paz.”

A música é uma casa de vidro numa encosta;

Há rochas voando, rochas rolando.

As rochas rolam através da casa

Mas cada painel de vidro conserva-se inteiro.

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NOTAS:

=Encontrei este poema no site oficial do poeta. Mas também figura na página 60 da edição inglesa de Robert Hass, mencionada no post anterior.

=No segundo verso, hesito entre várias opções: como é que ficará melhor em Português:

– …um certo calor nas mãos.

– …um calorzinho nas mãos.

-…um calor pelas mãos.

-Dado que …”um pequeno calor nas mãos” seria disparate, opto por deixar simplesmente …”um calor nas mãos”. Na dúvida, a forma mais simples é a melhor.

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FOTOS:
Retiradas do Google Images:

= Ao piano: http://tomastranstromer.net/music/audio/

= O título: http://www.infoesquelas.com/obituarios/tomas-transtrmer/4682

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 22 de Setembro de 2015, pelas 17h

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Tranströmer, o Poeta

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 12:04 pm

 

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Tomas Tranströmer, o poeta sueco que ganhou o Nobel em 2011, nasceu em Estocolmo, em 1931. É um dos meus Poetas favoritos. Na sua poesia vê-se, sente-se, respira-se – o mar e o arquipélago de Estocolmo, numa linguagem que alia o real e o indefinido.
Faleceu há poucos meses.
Web Site oficial:
http://tomastranstromer.net/
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O poema que transcrevo abaixo é retirado de uma edição especial, publicada em 1987. Como as várias traduções da sua obra, para Inglês, não eram coincidentes (tradutori – traditori ), o editor reuniu os melhores tradutores e solicitou-lhes que estabelecessem um texto único, o mais fiel possível dos originais do Autor.
É dessas versões que escolho, para hoje, este “Apontamento em Outubro” (página 109).
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Sketch in october
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The towboat is freckled with rust. What’s it doing here so far inland?

It is a heavy extinguished lamp in the cold.

But the trees have wild colors: signals in the other shore.

As if people wanted to be fetched.

 

On my way home I see mushrooms sprouting

up through the lawns.

They are the finger+s, stretching for help, of someone

Who has long sobbed to himself in the darkness down there.

We are the earth’s.


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Tomas Tranströmer, Selected Poems – 1954-1986

Translated by Robert Bly, Robin Fulton, May Swenson, Samuel Charters, John F. Deane, Joanna Bankier, Eric Sellin, and others Edited by Robert Hass, 1987

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Sei que há traduções de Tranströmer, em Português.

Mas tenho todo o gosto em deixar aqui o equivalente deste poema, em palavras do Português, sem alterar a ordem dos complementos, tal como foram transpostos para Inglês.

Notas:

Para a palavra “shore”, poderia escolher entre os equivalentes “praia”, ou “margem”. Mas “margem”, daria a impressão de estarmos no extremo de uma baía e vermos alguém no outro extremo; assim, prefiro “praia”, por me parecer mais vago, mais próximo do que penso ser o estilo do Autor.

Do mesmo modo, a expressão “On my way home”, significa “No meu regresso a casa”; mas deixo apenas “No meu regresso”, pois subentende-se que o Poeta andou a passear e agora regressa a casa; o poema é a tradução, em palavras  sucintas, do eco interior da paisagem que viu.

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Apontamento em Outubro

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O rebocador está cheio de sardas da ferrugem. O que faz aqui tão longe do mar?

É uma pesada lanterna extinta no frio.

Mas as árvores têm cores selvagens: sinais da outra praia.

Como pessoas querendo ser encontradas.

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No caminho de regresso, vejo cogumelos despontando das ervas da clareira.

São dedos, esticados pedindo ajuda, de alguém

que muito tempo chorou para si próprio naquela escuridão.

Nós somos os da terra.

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Fontes das fotos:

1ª- Autumn in Stockholm:

http://borderlessadventures.com/article/autumn-in-stockholm-79

2ª- Stockholm autumn:

Maria_Globetrotter

https://www.flickr.com/photos/60509750@N08/

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 22 de Setembro de 2015, pelas 13h 15m

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Esquecimento

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 2:06 pm

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Esquecimento

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Há um silêncio sepulcral.

Calou-se a música.

No quintalejo, os pássaros adormeceram

e as garras dos gatos bocejam inofensivas

A palmeira adeja ao vento breve,

e na rua nem as carroças trilham as pedras

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””” Toutinegra, avanço sobre as nuvens,

””” solfejo adágios no compasso dos sonhos.

””” Tu, meu amor, és o meu maestro,

””” e a partitura tem o sabor acre da serra castanha,

””” do mar azul, e dos medronhos

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Mas há lagos em volta das falésias, dos algares

aonde ainda, pavorosas, peçonhentas, pairam

as sombras, fantasmas, das naus da índia

Há lagos aonde outrora desembarcaram os escravos

Há lagos suspensos das muralhas,

tenebrosos, sobre o esquecimento

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Inédito

Lagos, Maio, 2008

Nota:

Apesar das boas intenções, o Mercado de Escravos, de Lagos, continua a só abrir para exposições temporárias. Sabemos que a nossa História carrega, de facto, um legado pesado. Mas tem que ser assumido. Pois as “glórias do Passado”, de que se orgulha o pensamento oficial português, foram conseguidas à custa do sacrifício de imensas vidas inocentes, da destruição de culturas… Foi o chamado “espírito” de outras épocas? Sim, foi. Mas não pode ser obliterado para disfarçar um Presente obscuro e sem Esperança.

FOTOS:

= Núcleo Museológico do Mercado de Escravos

vai poder ocupar o 1º piso do edifício. (2012-1-19)

http://www.cm-lagos.pt/portal_autarquico/lagos/v_pt-PT/

pagina_inicial/noticias/adenda_ao_protocolo_junho2010.htm

 

Toutinegras:

http://www.adere-pg.pt/trilhos/frame-conteudo-guias.php?id_guia=60

“É uma pequena ave com cerca de 14cm de comprimento, de plumagem basicamente cinzente. O macho tem um pequeno barrete preto que dá o nome à espécie, enquanto que na fêmea o barrete é castanho claro. É uma espécie residente no Parque Nacional. Apresenta na época estival uma distribuição contínua em todo o PNPG, frequentando uma grande variedade de habitats – carvalhais, quintais, jardins e matas ribeirinhas. No Inverno, observa-se uma deslocação gradual de parte da população em direcção aos vales abrigados.”

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 13 de setembro de 2015, peças 14h 45m

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Crónica 22

* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 1:05 am

Crónica 22 – Matemática e Poesia

Publicada, tal como as anteriores, no jornal moçambicano da cidade da Beira, O AUTARCA, na Edição nº 2946, de Quarta-feira, 02/09/2015. O AUTARCA é um jornal independente, editado on-line pelo jornalista Falume Chabane.

Grafismo das páginas: JoCrav 2015.

Desde o início da minha colaboração neste jornal,  o grafismo das minhas crónicas tem sido garantido pela colaboração do Artista plástico João Craveirinha. Saliento hoje, que tanto a colaboração de João Craveirinha como a da cronista brasileira Silvya  Gallanni, e recentemente a do Professor Adelto Gonçalves, cujo nome dispensa apresentação, bem como a minha própria, são por pura paixão pela partilha cultural.11221386_10205162355200364_9031409151161770869_o

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Página 3/5:

Crónica 22: MATEMÁTICA & POESIA – por MYRIAM JUBILOT DE CARVALHO (Encruzilhada de Culturas. Península Ibérica).

Myriam Jubilot de Carvalho é professora jubilada e pesquisadora há décadas, da cultura d’ Al Andalus e arábico-persa. Estudiosa da antiguidade clássica grega e romana (latina), bizantina e oriental. Está inscrita no CLEPUL: Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa. Possui obra poética publicada. (MJdC)

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Na anterior crónica 21, edição nº 2937 de 19-08-15, sobre o cientista persa OMAR KHAYYAM – matemático e astrónomo, e poeta nas suas horas de recolhimento, introduzimos esta personagem medieval num contexto generalista, citando fontes reconhecidas. O que o torna interessante, é esta associação entre Matemática e Poesia – demonstrando a relação profunda entre a ciência e a poesia.

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A Ciência e Poesia, ambas, comungam da mesma natureza criativa. Partem de um processo cognitivo comum de desenvolvimento da “alma humana”, sendo a poesia kátharsis (ou alívio) para a intensidade das actividades técnicas (como os cálculos matemáticos e astronómicos) e as emoções da vida.

É-nos, também, sugerido e referenciado que a poesia de Omar Khayyam (1048-1131) possa ter influenciado [1] alguma da poesia de Fernando Pessoa (1888-1935). Curiosamente, recordamos que o poeta português (F. Pessoa) era contabilista, uma área profissional afim à matemática. [2]

Isto elucidará muita gente, que supõe ser a poesia um acto inútil por carecer de utilidade técnico-profissional. A origem da métrica – técnica de medir versos, na escrita de poesia – é muito mais antiga do que se julga. Gregos e romanos da antiguidade clássica ocidental, assim como persas e árabes, judeus, indianos, chineses ou japoneses, não discriminavam a poesia como coisa inferior, pois os textos antigos (fosse qual fosse a matéria) eram escritos em forma poética.

As projecções do pensamento são parte de um processo matemático, mais ou menos elaborado, como tudo na vida. Resumindo, a ciência e a poesia comungam da mesma essência das matemáticas. [3]

Não nos surpreenderia que a poética africana, dos antigos egípcios, fosse a matriz da técnica e temática poéticas, através do judaísmo. É o caso do Cântico dos Cânticos, recolha feita no tempo de Salomão, de poemas dos povos que tiveram contacto com os antigos egípcios.

Por outro lado, nas fontes que temos consultado, seguimos a regra científica de considerarmos somente como credíveis, as fontes de traduções directas dos originais, por especialistas dos temas abordados. No caso de Omar Khayyam, na nossa biblioteca pessoal, temos algumas dessas traduções do original clássico persa, sejam vertidas para inglês, francês, espanhol ou português, além da versão conhecida (de 2009), traduzida directamente do persa para o português. [4]

Pedimos aos estimados leitores que de amiúde, consultem as hiperligações adicionadas aos nossos textos para uma maior dimensão de compreensão dos mesmos. A nossa preocupação tem sido o mais didáctica e resumida possível, tendo em conta o espaço reduzido de um jornal, como é a circunstância de O Autarca.? ©MJdC.

NOTAS.
1: “Há «o caso» Fernando Pessoa, que frequentou aturadamente a leitura de Umar-i Khayy?m, e usou temas emotivos do Rub?’iyat omariano na estrutura formal do «ruba’i» em parte da sua própria criação e em alguns casos de deliberada tradução de determinados quartetos, moldando-se na tradução inglesa de Edward Fitzgerald.” (Galhoz 2004, 9)
[Ver links na página seguinte]

Página 4/5

2: “Fernando Pessoa foi trabalhador do comércio: foi escriturário numa empresa de transitários na Baixa de Lisboa. E foi mesmo director da «Revista de Comércio e Contabilidade», cujo primeiro número saiu em Janeiro de 1926. A relação escriturário, guarda-livros, contabilista e a poesia é em Pessoa bem visível … (…)
«A par do seu Livro do Desassossego – coleção de “impressões sem nexo, nem desejo de nexo” em que ele narra a sua “autobiografia sem factos”, a sua “história sem vida” –, compõe ainda o livro comercial do escritório em que trabalha, livro de números que também o acompanha durante toda a sua vida. E é esta, precisamente, a sua tragédia: ser naturalmente um sonhador e socialmente um contabilista; ser escritor e também, por força escrevente».” Fonte: Biblioteca da Universidade de Aveiro.
https://www.ua.pt/isca/biblioteca/PageText.aspx?id=6610

3: Excerto do discurso de Banquete, no original, do Prémio Nobel de Literatura 1960, Saint John Perse (aliás Léger Alexis 1887-1975): “Au vrai, toute création de l’esprit est d’abord «poétique» au sens propre du mot; et dans l’équivalence des formes sensibles et spirituelles, une même fonction s’exerce, initialement, pour l’entreprise du savant et pour celle du poète. (…) La réponse n’importe. Le mystère est commun. Et la grande aventure de l’esprit poétique ne le cède en rien aux ouvertures dramatiques de la science moderne. Des astronomes ont pu s’affoler d’une théorie de l’univers en expansion; il n’est pas moins d’expansion dans l’infini moral de l’homme – cet univers.
http://www.nobelprize.org/…/laure…/1960/perse-speech-fr.html

“Na verdade, toda a criação do espírito é antes de mais «poética» no sentido exacto da palavra; e na equivalência das formas sensíveis e espirituais, uma mesma função se exerce, inicialmente, no empreendimento do sábio e do poeta. (…) A resposta não importa. O mistério é comum. E a grande aventura do espírito poético não fica nada atrás das grandes aberturas espectaculares da ciência moderna. Muitos astrónomos terão ficado extasiados perante uma teoria do universo em expansão; não há menor expansão no infinito moral do homem – esse universo.” (Tradução livre de Myriam Jubilot de Carvalho – MJdC).

Saint-John Perse – Biographical
http://www.nobelprize.org/…/l…/laureates/1960/perse-bio.html
4: Halima Naimova, Professora, e tradutora de língua persa para português. ? ©MJdC.

Charada – “VOCÊ CONHECE A SALADA ALGEBRISTA?”

Anote os ingredientes:

? – ce,

?? – no,

? – mate,

? – abo,

? – lho verde,

? – raba!

(fonte: www. PiadasNerds.etc.br)

Caricatura sobre Pitágoras:

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“You may be right, Pythagoras. But everybody’s going to laugh if You call it a “Hypotenuse.”
Você pode estar certo, Pitágoras. Mas todos se vão rir de você se chamar a isso – “hipotenusa.” (Tradução: MJdC)

Fonte cartoon Pitágoras e a hipotenusa:
https://bcsengage.wikispaces.com/E6G5a+History+of+Math

(Publicidade TCO – Turismo e Gestão Hoteleira – Beira: Condomínio LUAS DE PRATA)

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ALGUMAS REFERÊNCIAS:

Khayy?m, Umar-i (Séculos XI-XII / 2009). Rub?’iyat. Lisboa: Assírio & Alvim. Apresentação de Maria Aliete Galhoz, agosto 2004, 9. (Selecção, tradução e notas de Halima Naimova directamente do persa para português).

Poetas do Andaluz (séculos IX-XIII / 1991). Ladrões de Prazer – poemas arábigo-andaluzes. Lisboa: Editorial Estampa. (Tradução de Fernando Couto [1924-2013] “sobre a versão castelhana” de Emilio García Gómez, 12).
[Nota da cronista MJdC: esta edição portuguesa carece de notas biobibliográficas – síntese da vida e obras dos autores]

Sena, Jorge de (1971). Poesia de 26 Séculos, I vol. (Antologia, tradução, prefácio e notas). Lisboa: Editorial Inova Lda. [Pérsia: Omar Khayyam, 88-90. Prefácio da obra: Santa Bárbara, Califórnia, 1971]

WEBSITES:
Biografia de Emilio García Gómez.
http://www.biografiasyvidas.com/b…/g/garcia_gomez_emilio.htm

Emilio García Gómez: Premio Príncipe de Asturias de Comunicación y Humanidades 1992.
http://www.fpa.es/…/premiados/1992-emilio-garcia-gomez.html…

Emilio García Gómez (1905-1995). 1º Conde de Alixares, Espanha. Arabista espanhol, tradutor do árabe para castelhano. Fonte: Universidade de Granada (Agosto 2015).
http://univex.ugr.es/pages/arabe/catedra_emilio_garcia_gomez

Sánchez, José Mª González-Serna (2008). Recorriendo los temas de la poesía arábigo-andaluza con Al Mutamid de Sevilla. (“EL POETA ES UN MENTIROSO…” ¿Hasta qué punto es sincera la poesía en ningún pueblo? Emilio García Gómez, poemas arábigoandaluces.)
http://www.auladeletras.net/material/arabe.pdf
©MJdC.

 

Imagem de Estátua de Ommar Khayyam no Irão:
« Statue of Ommar Khayyam in Nishapur, Irann, near his burial área.» (Estátua de Ommar Khayyam em Nishapur, Irão, perto da área do seu túmulo.)

Foto (2012) de Muhammad Mahdi Karim (Bangalore, India).

User: Muhammad Mahdi Karimhttps://en.wikipedia.org/wiki/User:Muhammad_Mahdi_Karim

‘Umar al-Khayyam (Omar Khayyam)
http://www.muslimheritage.com/…/%E2%80%98umar-al-khayyam-om…

Autor da escultura – escultor iraniano Hossein Fakhimi (?)

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«OMAR KHAYYAM foi um matemático, astrónomo e poeta persa. Segundo a Enciclopédia Britânica, nasceu em 1048, e morreu em 1131. Omar Khayyam estudou na sua cidade natal – Nishapur; e depois também em Samarcanda, notável cidade que na Idade Média foi importante ponto de encontro das rotas comerciais e das culturas da China e da Índia. Foi em Samarcanda que Khayyam escreveu o seu “Tratado sobre a Demonstração de Problemas de Álgebra” – e o prestígio daí decorrente foi tal que o sultão Malik-Sh?h, (reinando de 1072 a 1092), o convidou para reformular o calendário persa.» Excerto da Crónica 21, anterior edição nº 2937 de 19-08-15. MJdC.

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 4 de Setembro de 2015, pelas 2h.

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