‘Diversos Afins’ – 2014, Brasil

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 11:58 am

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Mensagem de Leila Andrade, poetisa e editora brasileira:

Myriam, veja sua participação na Diversos Afins: http://diversosafins.com.br/?p=8411
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INTERNA2

Myriam Jubilot de Carvalho

POETRY

Though the rainbow is richly-coloured,

It will soon fade away.

Milarepa

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Sítio na Rede

http://www.myriamdecarvalho.com

1.

“Quem boa cama fizer, nela se deitará”

– Provérbio português

Hoje é dia 10 18

Data que me traz à rija têmpera

das palavras,

das mais doces às mais duras,

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As minhas palavras são temperadas

como o ouro, como

o aço,

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As minhas palavras são deusas consagradas,

da linhagem dos sentimentos os mais puros, mais

profundos, mais complexos, mais

sentidos,

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Que as palavras são para ser amadas!

Entrego-me ao poder das palavras

como àquele único amante que me eleva

às âncoras onde se fundem corpo e alma.

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As palavras são para ser amadas!

Com as palavras se salva ou se condena,

com as palavras se escraviza, ou se liberta,

com as palavras se louva, ou se despreza,

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ou se ama,

Com as palavras se escolhe o destino –

a vida – ou a morte –

como quem faz a cama

2.

“Tão pobres somos

que as mesmas palavras nos servem

para exprimir a mentira e a verdade”

Florbela Espanca

A minha guarda não me larga.

Fétida, pútrida, maninha.

Algemada, a coragem que se apaga…

– Amanhã – dizem a mãe e a madrinha

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– é outro dia; dorme agora,

descansa em paz, na brasa dos

grelhados. Deixa lá, que se tiveres a

tua hora, ela virá buscar-te a casa.

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– Mas vem, Tu, vem de mansinho

como quem venha de longe… E

com jeito e com carinho,

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de facto, vem me acordar!

Que urge o tempo que lá vai,

e eu nasci para Te cantar!

3.

A Mão escreve; e tendo escrito,

Vai embora; e nem tua piedade nem teu espírito

Lhe farão apagar nem uma linha

Nem lavar uma palavra, esses teus gritos.

Omar Khayyam

Preciso de palavras.

Para cumprir

os versos que me faltam.

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Cadela esfaimada – acossada pela ramona –

a farejar migalhas,

cada rio, cada onda, árvore, ou nuvem – um oásis,

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Cada momento

a sós contigo,

uma visão

4.

“É só com sangue que se escrevem versos”

Saúl Dias

Versos,

minutos,

momentos dispersos.

E a mulher-poema ambulatório,

eterno –

a comoção nos olhos –

caixeira-viajante, estrela

cadente,

clériga-vagante,

garimpeira de esmeraldas,

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A carne

à procura de um ninho,

E só o Poema

abre o caminho

5.

Han Shan poems were written on bamboo, wood, stones, and cliffs.

 

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Escrevemos nas rochas antiquíssimas da montanha gelada, nos troncos doridos das velhas sequóias, dos embondeiros, testemunhas das dores da Terra,

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Escrevemos na areia da praia, na espuma das ondas, que nos moldam as mãos, na frescura das ervas, que nos moldam os dedos, nas nuvens que passam e nos moldam os sonhos,

Escrevemos nas corolas humildes das flores silvestres, nos ramos dolentes dos salgueiros, nas bordas das canoas, na água das ribeiras, nos juncos das margens.

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Escrevemos na chuva, no vento, no verão, no inverno, na luz e no drama, em qualquer momento,

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Escrevemos na pele dos tambores, nos silvos dos comboios, nos sinos dos campanários, nas sirenes das fábricas, nas marchas forçadas, nas fugas e retiradas, nos campos minados,

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Escrevemos porque dói a pele mirrada das crianças a quem roubaram o pão,

Escrevemos porque dói a mão ensanguentada das feridas das guerras,

Escrevemos porque dói os refugiados, condenados sem causa.

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Escrevemos porque olhamos os ponteiros do relógio, atentos à declinação do sol.

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Escrevemos porque amamos.

A Escrita é a comunhão dos xamans

– fundidos todos no fluir do Tempo.

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 30 de setembro de 2014, pelas 13.00h

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SOBRE Noémia Seixas, no Letras & Letras

* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 10:03 am

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O Véu de Dois Panos, de Noémia Seixas

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Esta análise de “O Véu de Dois Panos” (Ulmeiro, 1985), foi publicada no Jornal Letras & Letras, Nº 22, de  5 de Outubro de 1989.

Conheci Noémia Seixas nos anos 80.  O período em que fora reconhecida como grande escritora tinha passado, talvez porque ela própria vivia muito solitariamente. Vivia num antigo convento do séc XVI, onde outrora se resguardavam as damas solitárias e as esposas dos marinheiros da Índia – e transformado em abrigo para as viúvas de oficiais do Exército. Ela era solteira, mas filha e familiar de oficiais de carreira, do Exército e da Marinha.

Noémia Seixas insistia em que alguém devia publicar um estudo sobre ela, alguém devia trazê-la de novo à lembrança do público. Sentia-se injustamente esquecida.

Então, pensei que o Jornal Letras & Letras, do Porto, onde se publicavam ‘dossiês’ especificamente dedicados a escritores, seria o local certo. Tive que insistir durante algum tempo, mas consegui. E saiu o Dossiê sobre Noémia Seixas.

Aí publiquei o estudo que se segue, sobre O Véu de Dois Panos.

Mas agora penso que, se fosse reler essa obra de novo, talvez a análise fosse outra.

E estou persuadida que será sempre outra, de cada vez que se leia! É não só um “véu de dois panos” – mas muitos!

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SOU UM SOPRO

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Entrevista com Noémia Seixas

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O nome, encontrou-o escolhido. Noémia – a agradável. Noémia encontrou este nome. Que não lhe funcionou como vidraça de janela. Porventura, muito mais como fronteira. Porque em Noémia Seixas encontramos um pudor natural, inibidor de se manifestar. Poesia na primeira pessoa? Foi toda destruída. E era muita. “E dentro do palácio eu serei o conteúdo de todas as mensagens do silêncio[i].

De uma ansiedade operante por somatizações intensas – “Sou um sopro. Sim, é isso. Sou um sopro que se sacode dentro duma transparência[ii] – dir-se-ia por vezes uma Noémia perdida nos seus próprios labirintos. “A imaginação é uma malva carnívora que me passeia pelo sangue, que o absorve[iii]. Subindo ao alto da montanha. Para, vertiginosamente, descer aos infernos. “Gastava-me a energia que me restava no interior do meu equilíbrio. Às vezes, sinto em mim uma multiplicação e divisão constantes. É verdade que não me entendo. Não sei quem sou. Procuro-me no voo profético dos pássaros que não vejo. Caminho com os pés em chamas por cima de cinzas[iv].

Os amigos dizem-lhe que é uma escritora notável. Isso mete-lhe medo. Até ao momento, Noémia Seixas tem apenas nove livros publicados. Mas considera-se insatisfeita, olhando a pilha de originais a aguardar publicação. “Sai-me da cabeça a esfera do mundo. Sou o olho imóvel do movimento. Imóvel avanço numa correria, à velocidade intangível do sonho. Da luz.[v]

Noémia Seixas precisa urgentemente de retomar a publicação, de avaliar o impacto que a sua obra poderá encontrar junto do público, numa necessidade pungente de confirmação, de comunicação. “Uma ausência o nome em que ninguém vive! Em que ninguém morre. […] tudo o que existe já existiu, e eu existo onde existirei.sei que hei-de partirmas voltare”[vi].

Obviamente, Noémia Seixas ultrapassa as encruzilhadas do seu labirinto através da escrita. Conta-me, por exemplo, que só entre a Primavera e o Natal de 1987 escreveu “Farrapos Falantes”, “Solo Através Do Nome”, “O Jantar  DE Andrajos”, “A Espuma Dos Versos”, belos livros de poesia; reescreveu o maravilhoso conjunto de contos “A Imprecação A Itamar” e a trilogia impressionante, originalíssima, estranha, “A Porta De Apsú”. Com um sorriso, acrescenta, acrescenta que “A Espuma Dos Versos”  foi feito para descansar, para se distrair.

Há, no entanto, alturas em que Noémia força uma paragem no seu incansável caminhar. Para esquecer tudo quanto já disse realmente, para não se repetir. Para esquecer tudo quanto já disse realmente, para não se repetir. “Há momentos em que sinto realmente dentro de mim a presciência daquela que já morreu. A memória é uma silhueta com espadas nos braços. As espadas rasgam o meu tempo”[vii]

A escrita de Noémia Seixas projecta-se, prolonga-se para além da realidade. Ela conhece o ser humano, a dor, o sofrimento. “Todos os infelizes são sábios”[viii] Ela escreve da dor e da esperança com ansiedade, porque não há felicidade humana. “A realidade dir-se-ia o espaço da minha constante interrogação. Sei que o número da minha interrogação se multiplicará indefinidamente. Sou uma planta sem sangue. Sou uma raiz sem árvore. Vagueio num incomensurável diapasão onde os sons me devolvem ao zumzum exaltante das abelhas”[ix]

Noémia Seixas utilizou vários pseudónimos antes de se fixar no seu próprio nome. Porquê? Talvez o Sol pudesse nascer noutro lado, quem sabe, noutro ponto cardeal, pronto a subverter a ordem tutelar dos previsíveis caminhos. Algo poderia mudar sob outras definições? Noémia vai utilizar nomes de família. Sentir-se-ia porventura protegida? Vejo nesta procura uma premonição de percursos futuros. “É possível que a linguagem dos símbolos chegue ao caos interior”.[x]

Por volta dos anos 60, Noémia é Ângela Roma. Se Ângela nos sugere a idealização, Noémia assume consciência do contraponto: Roma. Entre o ideal e o mito, projectando-se para além do contingente. Sobrenome eminentemente simbólico, propondo-nos, sem qualquer diacronia, as três etapas da vida – surgimento, apogeu, ocaso. Ou seja, a austeridade com que vive com que se isola, com que se cala, com que preserva a força criadora; a própria força criativa que a consome e maltrata; o sossobrar, a tentação suicida. Por toda a obra de Noémia Seixas passa um fio de loucura, conduzida, controlada; a sua imaginação é surreal, embora a autora não se considere surrealista. Ângela Roma – nome que encarna o dia e a noite, abrindo-nos ao seu próprio leque de forças positivas e negativas. Um nome que nos reporta ao mito. Na obra de Noémia Seixas tem grande peso o mito. “Já te ocorreu que vamos passando pelos dias, toando vários aspectos, atravessando várias ficções que nos constroem? Ou nos destroem? Adivinho que refaço um ciclo de vida, que jamais finda”[xi]

Como Ângela Roma, a autora colaborou com poemas, contos e ensaios em diferentes revistas[xii] e em dois jornais diários[xiii]. Foi ainda como Ângela Roma que publicou o seu primeiro livro de poesia[xiv].

Mas simultaneamente, ela é Ângela Roma e é Mara Terra. De Noémia, a amável, para Mara, a amarga. Terra – simile intuitivo? Curioso notar como, actualmente, na poesia de Noémia Seixas a imagem “terra” é uma constante – terra, mãe, e túmulo, princípio e fim. Mais curioso, ainda, notarmos que é como Mara Terra que Noémia assina as crónicas de modas com que colaborou, por algum tempo, na revista “Sol”. Eram crónicas exigentes, poéticas. Tinha que ir ver as passagens de modelos para depois fazer os textos correspondentes às fotografias que a revista apresentava. “Na tranquilidade dos campos não há flores sem morte. / Acabar e renascer é a marca da vida. E da moda. / Extravagâncias? Frivolidade salvadora. Os jovens bem o sentem. Dar-se visualmente é achar a medida do seu corpo e do seu espírito. Possuir-se tendo a ilusão de possuir o mundo.”[xv] Assinando Mara Terra a sua crónica de frivolidades, Noémia não perde de vista a amargura e o fim último das coisas.

Só a partir de 1972, Noémia Seixas é Noémia Seixas. O seu primeiro romance, “Um Dia No Café”, então saído na Europa-América, já nos aparece assinado com o seu próprio nome. Escrito em três meses, foi seleccionado pelo júri do prémio Alves Redol, ex-aequo com uma outra obra. Penso que a Europa-América queria que o júri desempatasse a seu favor… Mesmo sem o prémio, o livro foi publicado e foi bem acolhido pela crítica. O próprio editor foi quem lhe sugeriu que usasse o nome de baptismo, pois uma Noémia Seixas não precisa de se esconder sob um pseudónimo.

É a partir de então que podemos admirar Noémia, a agradável, seguindo a força da torrente. Porque é a partir de então que vai explodir a torrente das palavras. “gostava de deixar cair as palavras como damascos. Queria que as palavras fossem framboesas de ouro. Ou de sangue?” Noémia, a agradável, sob o turvilhão das emoções – por dentro das personagens, a exaustão a que a puxa, corre-lhe no sangue. “Entre o pãp e a luz, está a palavra”.[xvi] E a forma é uma preocupação dominante, “uma vontade incontrolada de aceder à mansão da forma definida”.[xvii] Sairam na Ulmeiro “Isabel, Isabel, Isabel”, “O Véu De Dois panos” e “O Navio Fantasma”.[xviii] Mas nenhum deles corresponde à actualidade da escritora. Publicaram-se esses mais antigos, à espera de outros mais actuais.

Penso que os símbolos procurados cingem as imagens da mulher e da artista. “Estou na minha dimensão de mulher. Estou na medida do meu conhecimento humano”.[xix] Seria possível a arte sem narcisismo? “Sou mais bonita do que a flor-de-lis e tenho um pescoço de cisne. Queria ser uma mulher de ouro. Pensava que era capaz de me apaixonar por mim. Afinal só gostava da minha imagem nos espelhos. / Senti-me tão irreal como o infinito. Mas sinto que resplandeço. Saem-me margaridas do véu palatino, quando falo”.[xx] Com maior nitidez do que anteriormente, o nome real reporta-nos, agora, a um outro dos leit-motifs da sua poesia – a imagem da água. Mudos, os seixos – Noémia atormenta-se com a incapacidade de a linguagem fomentar a comunicação total. Mas os seixos, arrastados pela água, são a vida e movimento, num eterno retorno. “A vida é fuga e encontro. Ouço sempre um vago murmúrio de estátuas, tenho-o dentro dos ouvidos. Por vezes, não é um murmúrio de estátuas. Dis-se-ia miados, elevando-se num tom litúrgico. – É esse murmúrio, são esses sons indefiníveis, a matéria inanimada ou da poesia que pede a matéria verbal que a anime. Inimada não. Inonimada. A vida existe antes do nome. A poesia será a corporização do inominado”.[xxi]

Pergunto-me se alguma vez me encontrei perante Noémia Seixas. Se alguma vez, realmente, comunicámos. “Por quem espero? Realmente talvez espere apenas por mim. Tudo o resto é ilusão que reveste o meu espaço”.[xxii] Fixo-me então na sua obra, não como abstracção, sim como extraordinário apelo ao abatimento de todas as fronteiras, ao rompimento da concha dos nossos refúgios, ao reencontro por dentro dos nossos labirintos. Martirizada pela angústia, Noémia Seixas vence os limites do destino individual pela criação. “O sonho é um resto de tempo, um embate de vitalidade fazendo frente à inércia do sono. E a minha solidão vem das entranhas da terra onde soam relógios de fogo. Na minha solidão não sei quem sou, onde adivinho o poder de me projectar do movimento do meu momento anterior na possibilidade do meu momento que desconheço, e será o segredo da existência que existimos, de olhos vendados. Existo e não existo. Sou o sonho da minha sombra”.[xxiii]

Noémia Seixas é o seu m istério. “A imoralidade sai para fora da pessoa.. eu sou sempre a mesma, e sou outra. Quem conhece o seu segredo? Mas sei que esta porta tem o princípio do meu segredo, que pressinto numa onda empedernida da memória esta chegada. Que adivinho uma outra chegada numa inconsistência de voo de insecto, revelando-me o meu mistério universal. Sei que o meu segredo é o verdadeiro mistério do universo. Cada um transporta no seu segredo o mistério do universo. Não achas que o caminho é sempre por dentro de nós?”[xxiv]

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[i] Trilogia “A Porta De Apsú”

[ii] “O Véu De Dois Panos”

[iii] “O Véu De Dois Panos”

[iv] “O Véu De Dois Panos”

[v] “O Véu De Dois Panos”

[vi] “O Véu De Dois Panos”

[vii] “O Véu De Dois Panos”

[viii] “O Véu De Dois Panos”

[ix] “O Véu De Dois Panos”

[x] “O Véu De Dois Panos”

[xi] “O Véu De Dois Panos”

[xii] Revistas “Contravento”, “Panorama”, “Eva”.

[xiii] Jornais “Diário de Notícias” e “Diário Popular”

[xiv] “Memória Sempre” – Edições Panorama

[xv] Revista “Sol” – Primavera, 1970

[xvi] “O Véu De Dois Panos”

[xvii] “O Véu De Dois Panos”

[xviii] Respectivamente: 1983, 1985, 1986

[xix] “O Véu De Dois Panos”

[xx] “O Véu De Dois Panos”

[xxi] “O Véu De Dois Panos”

[xxii] “O Véu De Dois Panos”

[xxiii] “O Véu De Dois Panos”

[xxiv]  “O Véu De Dois Panos”

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 22 de Setembro de 2014, pelas 11h 30m

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Praia Verde

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 8:54 am

 .

Praia Verde

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Ondas verdes nas copas mansas dos pinheiros, identidade das margens do Mare Nostrum

Ondas e ondas de espuma verde, furta-cores aos beijos do Sol, às sombras do Dia, à Lua doirada da noite estival

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E eu sinto nos nervos

um apelo que passa

Não sei donde vem

Mas traz consigo

as longas idades das árvores, dos mares, dos peixes

e das aves que me acordam pela manhã

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E das areias que me fogem

da popa à ré

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Na madrugada

saio da tenda a ver a bruma ainda adormecida

E à medida que o Dia acorda

e os pardais tresloucados esvoaçam de ramo a ramo,

sei-me a levitar com as brumas

vendo na minha frente

as setas amorosas emaranhadas, cor de cinza, de caruma

que os Deuses nos enviam

com o sabor salgado das espumas

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E pergunto, então

se haverá opção

entre ti e mim,

Realidade

e Ficção

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Parque de Campismo da Praia Verde, Agosto de 1976;

In:

“Poética 1”, pág 397

Editorial Minerva, antologia de 2012

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 21 de Setembro de 2014, pelas 10h

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A Origem da Moaxa’ha – 2ª Parte

* Alandalus,* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 7:21 pm

 

Saiu a crónica nº 4, com a segunda parte do texto “A Origem da Moaxa’ha”.

Jornal “O Autarca”, dia 17 de Setembro de 2014

Edição Nº 2803

Cidade da Beira, Moçambique

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 17 de Setembro de 2014, pelas 20h 20m

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Colectânea de poetas do Algarve

* Notícias e Entrevistas,* Poesia — Myriam de Carvalho @ 12:36 pm

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Vai sair em Outubro, esta colectânea de poetas do Algarve, onde estarei representada.

São  5 poemas, o mais intemporais e ecuménicos possível, tentando uma lata síntese  das nossas raízes culturais. Assim,

um rubai, ao gosto de Omar Khayyam,

um soneto, ao gosto do Renascimento europeu,

um poema “informal”, ao gosto contemporâneo,

uma moaxa’ha, ao gosto arábico-andalus,

e um gazal, ao gosto persa.

O conjunto será valorizado pela ilustração do artista moçambicano Kraveirinya MpHumo.

Deixo abaixo, a transcrição do post da Confraria dos Poetas Algarvios, no FaceBook.

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POETAS ALGARVIOS
CASA DO ALGARVE – LISBOA
TerraLuz. Colectânea de Poesia de Poetas Algarvios, editada pela Casa do Algarve e o Centro de Arte e Cultura Teixeira Gomes, é realidade. Reúne mais de cinquenta actuais poetas nascidos ou que vivam ou tenham vivido no Algarve, desde os mais consagrados aos menos mediáticos, e representa as mais diversas sensibilidades, abrangendo um largo espectro de culturas. Com coordenação de Rogélio Mena Gomes, e capa de Hélio Xavier, conta, ainda, com um interessante texto de apresentação da Dr.ª Maria Isabel Soares e a excelente ilustração de alguns dos seus poemas.
A apresentação pública do livro está prevista para o dia 19 de Outubro, em sessão a realizar-se no Clube Farense, em Faro, e em 1 de Novembro na Academia Recreativa de Santo Amaro, em Lisboa.
O livro poderá ser adquirido. ao preço de 10 euros cada exemplar, na nossa Sede, Av. de Ceuta Norte, Lote 14 Loja 2, em Lisboa, ou através do telefone 213423240 ou pelo mail casaalgarvelisboa@sapo.pt. 
Um livro indispensável na sua biblioteca. Uma agradável prenda para oferecer no Natal
POETAS ALGARVIOS

CASA DO ALGARVE – LISBOA

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Domingo, dia 14 de Setembro de 2014, pelas 13h 45m

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Portugal e Espanha de Al-Andalus – 3 (1ª parte)

* Alandalus,* Estudos e Comunicações — Myriam de Carvalho @ 8:14 am

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Saiu a crónica Nº 3, no jornal O AUTARCA, da cidade da Beira, Moçambique.

Este jornal, O AUTARCA, é uma publicação on-line, com a vasta visibilidade que a net implica.

Mais uma vez, é evidente o extremo empenho na apresentação da página, que sobremaneira valoriza o texto! Muito grata por este excelente trabalho de colaboração!

Esta crónica é a 1ª parte do texto sobre “A Origem da Moaxa’ha”.

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 4 de Setembro de 2014, pelas 9h 15m

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