O meu caminho

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 7:56 pm

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O meu caminho

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O meu caminho é

a Poesia

E tu és a minha linguagem

em corpo, e alma, e intelecto

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a minha casa –

chão, janelas, e tecto

– a minha respiração

a céu aberto

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© Myriam Jubilot de Carvalho, s/d

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Imagens:

= http://3.bp.blogspot.com/-QnQRXNFqdSA/TxjGzX8GDGI/

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 27 de abril de 2014, ‘3las 20h 56m

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Liberdade é Justiça Social

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 12:27 pm

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25abp

A Liberdade individual não é um sentimento à toa,  a liberdade individual só existe quando respeita a liberdade dos outros, numa cadeia interminável:

Cada cidadão é responsável perante a Sociedade, à luz da Lei, do Direito.

A Liberdade que a Revolução dos Cravos restituiu ao Povo Português foi a Liberdade Social, isto é, um Estado onde se respeite a igualdade de todos os cidadãos perante a Lei, perante o Direito.

São estes Direitos que estão actualmente visivelmente ameaçados, não só em Portugal, como na Europa – como, enfim, no mundo globalizado.

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Imagem:

Procurar como: Cartazes do 25 de Abril

http://alcacovas.blogs.sapo.pt/308979.html

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 25 de Abril de 2014

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Revolução dos Cravos

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 12:06 pm

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Não são os Partidos que têm que se unir, não queremos o Partido Único de triste memória:

O POVO é que tem que se manter unido

– unido, alerta, esclarecido, determinado –

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Imagens:

= http://fotos.sapo.pt/wTwAyJ9cPE1Jj7ZrOzWg/

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 25 de Abril de 2014, pelas 13h

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Lutadores pela Liberdade

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:00 pm

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Libertação do Medo

Aung San Suu Kyi

Não é o poder que corrompe, mas o medo. O medo de perder o poder corrompe aqueles que o detêm, e o medo do flagelo do poder corrompe aqueles que lhe estão sujeitos…

[…]

Diz-se que os santos são os pecadores que continuam a tentar. Assim, o homem livre é o oprimido que continua a tentar e que no processo se adapta para suportar as responsabilidades e apoiar as disciplinas que hão-de manter livre a sociedade…

Num sistema que nega a existência de direitos humanos básicos, o medo tende a estar na ordem do dia. Medo da prisão, medo da tortura, medo da morte, medo de perder amigos, família, propriedades ou meios de subsistência, medo da pobreza, medo do isolamento, medo de falhar… Mesmo sob a maquinaria de estado mais esmagadora, a coragem levanta-se uma e outra vez, porque o medo não é o estado natural do homem civilizado…

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Fonte (texto): “The Verso Book of Dissent” , p. 288

Ed: Verso, London, 2010

Tradução deste excerto: © Myriam Jubilot de Carvalho

Links das imagens:

= http://www.thestar.com/content/dam/thestar/news/gta/2011/12/18/

aung_san_suu_kyi_focused_on_family_and_a_phd_before_fighting

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= http://www.paginasemconstrucao.com/wp-content/uploads/2010/04/25abril.jpg

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Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 24 de Abril de 2014, pelas 14h

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Uma voz – Uma vida

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 11:29 pm

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Uma voz – uma vida

Um sonho – uma paixão

Um sorriso – uma guitarra

Uma dor – um coração

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Um sono de embalar o momento de ficar

Um voo de subir e de sumir no ar

Como um balão de brincar

Como quem diz o verbo amar

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O verbo amar só no Presente

Sem Passado e sem Futuro

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Que o Presente é como o sol nascente

Que detesta o Ocidente

E o Futuro, esse velho enrugado e imaturo,

Nunca se sabe se chega ou se se perde no escuro

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Inédito

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Imagem, recolhida na Net:

 

http://www.zazzle.be/horloge_murale_celeste_de_sun_et_de_lune-256619431950307698

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Dia 22 de Abril de 2014, pelas 0h 25m

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Marte

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 1:25 am

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Marte

 Marte

é um nado-morto, um sonho-aborto,

uma ilusão

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Se os homens lá chegam,

transformam-no num horto

de

destruição

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Como fizeram na Terra,

farão em Marte

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Com os Cavaleiros do Apocalipse

hão-de afrontar-te

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Inédito

Foi igualmente publicado no Boletim Nº 34 – “Profalmada”- de Julho de 2014,

da Associação dos Professores do Concelho de Almada (APCA).

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Link da imagem:

http://www.dicadanet.net/img/fotos/fotos%20de%20marte%202.jpg.

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Dia 18 de Abril de 2014, pelas 1h 35m

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Cinema e Propaganda

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 6:24 pm

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Cinema e Racismo

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Nada melhor para despertar a minha curiosidade do que um filme descrevendo os preparativos para um casamento, numa família muçulmana. E sentei-me satisfeita com esta oportunidade de ver um filme interessante, que ilustrasse costumes que desconheço.

Foi ontem à noite, no AXN WHITE . Claro, como sempre, apanhei o filme já em andamento, nunca sei horários de nada, e os títulos dos programas, ou filmes, acabam por me escapar. Mesmo assim, vi o filme quase completo, e pude entender os conceitos que veiculava (*).

O  enredo era construído sobre uma família de indianos muçulmanos, ismaelitas, radicados em Toronto. Imigrantes bem sucedidos, e portanto, abastados, satisfeitos porque tinham podido educar os filhos com estudos superiores.

Sobre o pano de fundo dos preparativos de um casamento, pode o espectador realizar quais as tradições a que deve submeter-se uma família que se preza, e sob o colorido e requinte do vestuário feminino, e das frívolas preocupações expressas através das conversas das personagens femininas, avaliar da secundária condição da Mulher, e dos tabus sexuais a que deve submeter-se.

O cerne da história centra-se sobre a figura de uma mãe, viúva, que tem um filho radicado em Londres, e que para ele sonha com um casamento convencional. Tão longe da sua observação e controlo, não sabe que esse filho é homossexual e que vive com o companheiro.

Sentindo-se solitária, resolve ir a Londres passar uns dias com o filho e regressar com ele a Toronto, para lhe apresentar a noiva que para ele projecta.

E aqui é que está o segredo do filme.

Penso que é indiferente para a compreensão da história, o facto desta família viver no Canadá. É questão de pormenor. Porque o objectivo do filme é mostrar como é bom e refrescante viver como os Ocidentais, e deixar-se aculturar! Caso contrário a família retratada não passaria de um amontoado de retrógrados monhés (ipsis verbis), descontextualizados e inferiores: a tirada em que Gilles faz tal afirmação ao namorado é extremamente arrogante e resume o sentido do filme.

No final, em plena festa do casamento, Amid assume a sua homossexualidade na frente de todos os presentes, boquiabertos, e perante a passiva e discreta aceitação materna. Consequentemente, ele e o companheiro têm que abandonar a animada festa. E mãe, filho e genro vão para o apartamento dela, onde ela pode finalmente deixar também cair a máscara das conveniências e convidar o porteiro do prédio a subir, num clima de franco e feliz convívio, sem disfarces.

É que segundo o argumento deste filme, a “cultura” só tem direitos de cidadania se for “à ocidental”, decalcando aquela conhecida frase atribuída a Jesus Cristo, “se não és por mim, és contra mim” (**). Isto é, à face da Terra só existe um modo de vida aceitável e saudável – e quem não o aceita não merece respeito nem reconhecimento.

Enfim, não foi filme que me deixasse satisfeita, mas foi sem dúvida mais um excelente exemplo de como sob a face inocente duma historieta sem relevo, se faz passar mensagens tão inscritas numa “guerra de culturas” que se prolonga há séculos e que só tem produzido guerra, sofrimento, e destruição.

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© Myriam Jubilot de Carvalho

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NOTA – Publiquei esta crónica no site brasileiro “Recanto das Letras”, no dia 30 de Julho, sob o título “Um Toque Cor-de-Rosa – Cinema e Racismo”. Esteve cerca de semana e meia no top das 100 publicações mais lidas nesse período.

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(*) – “UM TOQUE COR-DE-ROSA”

Argumento e Realização – Ian Iqbal Rashid;  Reino Unido e Canadá; 2004

http://www.cineteka.com/index.php?op=Movie&id=001620

Link da imagem:

http://www.cineteka.com/img/filmes/001620_big.jpg.

(**) – Citação atribuída a Jesus Cristo:

Marcos 9.40; Mateus 12.30; Lucas 11.23.

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Dia 12 de Abril de 2014, pelas 19h 20m

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