Madiba

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 10:54 am

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É com este sorriso bondoso

que eu gosto de te recordar

Um sorriso de quem soube escolher o caminho

que conduziu o seu povo pela via da libertação

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A libertação nunca é completa…

Fica sempre um árduo caminho a percorrer,

É necessária grande vigilância porque os caminhos da opressão

nunca desistem dos seus escravos…

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Mais,

MANDELA saiu de 27 anos de prisão

sem exercer vinganças!

MANDELA foi um LÍDER DE PAZ como não conheço outro!

Naqueles 3 anos e meio que vivi em Joanesburgo tive a oportunidade de presenciar

os seus apelos à reconciliação e ao respeito mútuo!

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MADIBA,

Gostaria de formular um voto –

Gostaria que o modelo que nos legas não voltasse a ser necessário…

…E no entanto,

a vida na aldeia global está a tornar-se sufocante e novamente se avizinham horizontes de opressão

mesmo em locais donde parecia que já tinham sido erradicados…

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MADIBA, lá nessa Outra Dimensão onde agora moras,

e onde o teu Espírito pode já expandir-se sem limites,

continua a inspirar o Mundo nos caminhos da Paz, e do Respeito pela Dignidade Humana!

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NELSON ROLIHLAHLA MANDELA,

a quem tão carinhosamente chamavam MADIBA,

era um príncipe Xhosa.

Foi considerado “terrorista” por governos de Direita como os dos EEUU de Reagan, da Grã-Bretanha de Tatcher, e de Portugal de Cavaco.

Terrorismo, rebeldia, violência – são conceitos perversos, que definem não o “rebelde” – mas sim a vontade do opressor em nunca ser contestado, nem denunciado, nem destronado

Porque Nelson Mandela compreendeu que tinha que se decidir pela luta armada, compreendeu que só pela via da violência civil conseguiria desalojar o regime do Apartheid…

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Eu considero-me pacifista.

Tenho o maior apreço por Gandhi, e por Martin Luther King Jr, e adiro à via que escolheram da desobediência civil sem violência armada.

Mas compreendo e igualmente aceito, e respeito, que em circunstâncias extremas os líderes políticos que conduzem os seus povos em lutas de libertação, tenham que escolher a luta armada. Não se compreende como é que a população originária de uma região seja dominada por uma minoria oriunda de terras estranhas! Não se compreende – nem se aceita!  Aliás, não são de aceitar situações de desigualdade e opressão, sejam elas quais forem – e venham de onde vierem!

Repudio por completo o conceito de “terrorismo” tal como foi definido e usado.

Mas considero que o caminho tomado pela nossa política actual é um caminho de “terrorismo” – terrorismo exercido pela via da Economia ao serviço de novos opressores.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 6 de Dezembro de 2013, pelas 11 horas.

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