RUMI, novamente

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 11:02 am

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Nesta bela manhã cheia de sol, volto ao convívio da cultura dos meus antepassados mais próximos, a cultura que deu forma à época do Al-Andalus, e que tantas raízes deixou na nossa herança colectiva.

rumi

Hoje trago aqui um belo poema de Rumi, na bela versão para Português, de Adalberto Alves:

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morri, era eu pedra:

tornei-me planta.

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fanei-me enquanto flor:

fui animal

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faleci, era então bicho:

humano me tornei.

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que hei-de, pois, temer?

serei agora menos, ao morrer?

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quando minha humanidade perecer

e as asas eu abrir também

entre anjos minha cabeça hei-de erguer.

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quando meu ser angélico for sacrificado,

serei o que a imaginação já não contém.

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RUMI

Poeta, jurista, teólogo, místico SUFI, 1207 – 1273

Persa de nascimento, a sua importância, no entanto, expandiu-se e deixou marca para além do seu ambiente original.

O tawhid é o seu conceito principal:

União com o Amado (a raíz primeira) de Quem |de Onde se foi amputado e a saudade e desejo de a Ele voltar. O apreço que ele merecia era tal que, no Oriente, dizia-se –

“Ele de certo que não é um profeta, no entanto, deixou uma Escritura”.

Rumi acreditava que a união da Música, da Poesia e da Dança eram a passagem para o encontro com Deus. Daí a criação de um método, que conhecemos como os Derviches Dançantes. A raíz de tudo está no amor:

“O Amor é o astrolábio dos mistérios de Deus”

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= A tradução do poema acima encontra-se em:

“O Vértice da Noite”

ed. Argusnauta – Nov 2007

= Quanto à IMAGEM:

Consultar:

http://www.famousauthors.org/rumi

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 25 de Novembro de 2013, pelas 11h

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Terra – Tierra!

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 8:56 pm

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Leo Rojas

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=xYosre8Tp3U

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 17 de Novembro de 2013, pelas 21h

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Do Poeta Desconhecido, a Albert Camus

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 11:15 am

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Quando escrevi este poema, dediquei-o ao POETA DESCONHECIDO

Entretanto, dedico-o hoje a Albert Camus, e a todas as pessoas que hoje celebram o seu centenário

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O Tempo e os Poetas

A Albert Camus

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Olá, Poeta!

Há uma Poesia que inscrevemos no Tempo,

que é a nossa vida…

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Cada um de nós é um fonema, uma sílaba – uma palavra! –

desse imenso e interminável discurso,

o discurso do Tempo,

desse imenso livro do Universo

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Por isso que as palavras são tão importantes!

As palavras, os pensamentos, os comportamentos,

as intenções…

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Tudo lá fica, no grande

e inapagável

Livro do Tempo

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Neste sentido, e só

neste sentido,

todos

somos Poetas

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    Myriam Jubilot de Carvalho

4 de Novembro de 2013

Inédito

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Imagem:

http://defineliberty.deviantart.com/art/Albert-Camus-342838214

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 7 de Novembro de 2013, pelas 11h 15m

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Albert Camus, um autor que não desapareceu

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:54 am

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Passa hoje o centenário de Camus, o grande autor de “La Peste”

Podemos recordá-lo, recordando estas suas frases, muito a propósito do tempo que vivemos:
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“Agora, o único valor moral é a coragem, necessária para julgar as marionetes e os tagarelas que dizem que falam em nome do povo.”
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“Um mundo que se pode explicar, mesmo com raciocínios errados, é um mundo familiar. Mas num mundo repentinamente privado de ilusões e de luzes, pelo contrário, uma pessoa sente-se como um estranho.”

Albert Camus nasceu a 7 de Novembro de 1913 e faleceu a 4 de Janeiro de 1960

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 7 de Noovembro de 2013, pelas 11h

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Sabedoria dos índios – 2

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 1:42 am

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Adoro o encanto dos contos tradicionais, e a sabedoria que encerram na sua concisão.

Andei em pesquisas na Net, e de momento, escolhi este:

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Certa tarde, um velho Cherokee chamou o neto, e falou-lhe da batalha que se trava dentro das pessoas.

Disse-lhe:

“Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de cada um de nós.

Um é o Mal; é Raiva, Ciúme, Inveja, Avidez, Rancor, Crueldade;

O outro é o Bem; é Alegria, Amor, Ternura, Generosidade.”

O neto pensou no assunto, e por fim perguntou:

“E qual deles vence?”

O velho Cherokee respondeu simplesmente:

“Aquele que tu alimentares.”

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Fonte:

Native American Wisdom-Battle Of Two Wolves-Ly-O-Lay Ale-Loya (Circle Dance)

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=ySdAEQqTq3U#t=58

http://www.youtube.com/watch?v=ySdAEQqTq3U

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Imagem:

http://img.portwallpaper.com/imgwal/native-american.jpg.

 

Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 3 de Novembro de 2013, cerca de 1h 40m

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Sabedoria dos Índios

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 1:37 pm

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Desde sempre, tenho tido uma profunda admiração pela sabedoria dos Índios – o sentimento de dignidade, a reverência pela Natureza. No fundo, uma filosofia de vida dos povos não-industrializados. Uma postura perante a Vida que falta no nosso atribulado Tempo…

Hoje, em viagem pela Net, encontrei esta citação de Alce Negro  –

alce-negro

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Caminhar de forma sagrada,

é fazer da vida uma arte

Viver cada momento como se fosse o último,

dar cada passo como se fosse o primeiro.

Alce Negro,

(Dezembro de 1863 – 17 ou 19 de Agosto de 1966)

= Fonte da IMAGEM:

Consultar:

LA GRAN VISIÓN DE ALCE NEGRO

https://volandoatravesdelespejo.wordpress.com/2012/02/18/la-gran-vision-de-alce-negro/

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Publicado por Myriam Jubilot de Carbvalho

Dia 2 de Novembro de 2013, pelas 13h 35m

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Ao Poeta Desconhecido

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 4:40 pm

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Ao Poeta Desconhecido, este quase Haiku

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Somos, da fogueira, a chispa e a cor

Quem pode impedir as aves de voar,

Ou o vento de correr sobre as marés?

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Imagem:

Jorge Vieira (Lisboa  1922 – Estremoz, 1998)

http://artepublica.blog.com/files/2008/04/jorge_vieira_mon_presos_pols.jpg

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Publicado por Myriam jubilot de Carvalho

Dia 1º de Novembro de 2013, pelas 16h. 40m

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