MADIBA, I Love you

* Antologia,* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 8:48 am

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No nosso hemisfério Norte, é Verão, e temos hoje esta bela manhã de domingo em que apetece ir para a praia.

Mas na África do Sul é Inverno, e o Inverno em Joanesburgo é frio, muito frio mesmo, embora esplendorosamente cheio de Sol.

Em Pretória, continua a vigília de acompanhamento a Nelson Mandela. Esta vigília comove-me profundamente, pois na minha óptica, comparo-a às vigílias trágicas que as famílias dos presos políticos negros condenados à morte faziam do lado de fora da prisão de Pretória, cantando sem cansaço, para que os ecos dos seus cantos acompanhassem os seus entes queridos até à hora final… O meu companheiro, Jack Judaken, falava-me disto.

Nelson Mandela, o último pacifista do séc XX. Jack falava sobre ele com total veneração. “Como é que é possível ter estado cerca de 30 anos preso, e sair de uma prisão daquelas, sem mostrar rancores, sem procurar vingança? ”

Há muita gente que desconhece que ele era um príncipe, ele era um príncipe Xhosa.

Hoje transcrevo esta passagem da sua auto-biografia:

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( A troca – Do sal para a salmoura )

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“A prisão não nos tira só a liberdade, procura também roubar-nos a noção de quem somos. Todos envergam o mesmo uniforme, comem a mesma comida, cumprem os mesmos horários. Por definição, é um Estado puramente autoritário, que não tolera a independência e a individualidade. Enquanto homem e combatente da liberdade, é preciso lutar contra as tentativas de nos sonegarem esses direitos.

Levaram-me directamente do tribunal para a prisão de Pretória, a sinistra monstruosidade de tijolo vermelho que eu tão bem conhecia. Só que agora era um preso condenado, não um detido a aguardar julgamento, e fui tratado sem a pouca deferência a que estes últimos tinham direito. Tiraram-me as roupas e o coronel Jacobs teve finalmente o prazer de confiscar o meu traje tribal. Foi-me entregue o uniforme da prisão distribuído aos africanos: um par de calções, uma camisa de caqui grosseiro, um casaco de lona, peúgas, sandálias e um barrete de pano. Os negros são os únicos que recebem calções, pois só os negros são tratados por “rapaz” pelas autoridades.

Declarei que em circunstância alguma envergaria os calções e disse que estava preparado para os processar em tribunal. Mais tarde trouxeram-me o jantar, uma papa de aveia, grossa e fria, com meia colher de açúcar. Recusei-me a comer. O coronel Jacobs ponderou a situação e encontrou uma saída: teria direito a usar calças e a comer a minha própria comida, desde que aceitasse ficar em isolamento.

– Íamos pôr-te com os outros políticos – disse ele –, mas agora vais ficar sozinho, meu. Espero que gostes

Respondi-lhe que o isolamento estaria bem desde que pudesse usar calças e comer o que escolhesse.”

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IN: Um Longo Caminho Para A Liberdade

Autobiografia, de Nelson Mandela

Edit Planeta, 2009 – Pág. 317

Imagem:

https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9                                                                                                                                                                      GcQfzlPyGvrhiiqBC2lkBuMZ0It-c3dCu8dbzrXqk00vXS8Vsgll5A.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 30 de Junho de 2013, pelas 10h

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Retrato de Poetisa

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 8:19 am

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Juán Miró

La Poetessa

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Teremos que concordar que Juán Miró sabia do que estava a falar!

Vejo-me aqui fielmente retratada!

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Imagem:

8979218.jpg

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 28 de Junho de 2013, pelas 9h 30m

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Ibn Gabirol – Poeta do séc XI

* Alandalus,* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:12 pm

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Hoje volto ao meu vagabundear pelo tempo e espaço da Hispânia Muçulmana, trazendo aqui um grande poeta e filósofo do séc XI, IBN GABIROL.

Não se pode encarar o ambiente – e o legado – cultural da Hispânia Muçulmana, sem ter presente que a criação cultural e científica – no seu sentido mais amplo, englobando as diferentes áreas do Saber de então – foi obra tanto de “Árabes” como de Judeus, e dentro do contributo árabe, temos que ter também presente que muitos desses intelectuais eram Muladís (1).

Sobre a Poesia de Ibn Gabirol, passo a citar o Poeta e antologiador Peter Cole:

“Ibn Gabirol produziu uma Poesia que se eleva (em comparação com a do seu tempo).

“Os poemas de Ibn Gabirol distinguem-se pela incorporação de um pensamento complexo, pela sátira severa, e por uma devoção surpreendentemente moderna, auto-consciente, mesmo desafiante. A sua lírica religiosa é considerada por muitos a mais poderosa do seu género na tradição hebraica medieval” …

Encontram-se textos de Ibn Gabirol no site “SACRED TEXTS”.

É da antologia de Peter Cole que retiro este poema IX da obra “A COROA DO REINO”. Deixo a versão moderna de Peter Cole, e a minha tentativa de versão para Português:

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KINGDOM’S CROWN – POEMA IX:

You are wise,

And wisdom is a fountain and source

of life welling up from within you,

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and men are too coarse to know you.

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You are wise,

and prime to all that’s primeval,

as though you were wisdom’s tutor.

..

You are wise,

but your wisdom wasn’t acquired

and didn’t derive from another.

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You are wise,

and your wisdom gave rise to an endless desire

in the world as within an artist or worker –

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to bring out the stream of existence from Nothing,

like light flowing from sight’s extension –

 

drawing from the source of that light without vessel,

giving it shape without tools,

hewing and carving

refining and making it pure:

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He called to Nothing – which split;

to existence – pitched like a tent;

to the world – as it spread beneth sky.

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With desire’s span he established the heavens,

as his hand coupled the tent of the planets

with loops of skill,

weaving creation ‘s pavillion,

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the links of his will

reaching the lowest

rung of creation –

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the curtain

at the outermost edge of the spheres…

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TRADUÇÃO:

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Tu és sábio

e a sabedoria é o princípio e a fonte

da vida a brotar dentro de ti,

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e os homens são grosseiros de mais para te conhecer.

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Tu és sábio

e anterior a tudo o que é primevo

como se fosses tu o tutor da Sabedoria.

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Tu és sábio,

mas a tua sabedoria não foi adquirida

e não derivou de mais nenhuma.

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Tu és sábio,

e a tua sabedoria deu origem a um desejo sem fim

no mundo

como dentro de um artista ou de um operário

.

um desejo de arrancar do Nada a corrente da existência

como luz a fluir da extensão da vista

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arrancando da fonte dessa luz sem navio,

dando-lhe forma sem ferramentas,

desbastando e esculpindo

num esmero de a fazer surgir pura

.

Ele chamou do Nada – que se separou;

a existência – que se montou como uma tenda;

o mundo – que se espalhou debaixo do céu

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Com a extensão do seu desejo estabeleceu os céus,

conforme a sua mão juntava a tenda dos planetas

com incrível destreza

tecendo os pavilhões da criação,

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os elos da sua vontade

atingindo os mais baixos graus

da criação –

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abrigo

até ao extremo limite das esferas…

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Ataranzas window, Malaga

Málaga, cidade natal de Ibn Gabirol

NOTA:

(1): Muladis – aquele sector da população ibero-romana, cristã, que a certa altura se converteu ao Islão.

BIBLIOGRAFIA:

“The Dream of the Poem”, de Peter Cole, Princeton University Press, 2007; pp 74-110.

O site: Poetas Andaluces:

http://www.poetasandaluces.com/

O site: Sacred Texts:

http://www.sacred-texts.com/jud/sig/index.htm#contents

Imagens:

Pormenor da estátua: IBN++GABIROL.jpg.

As janelas: http://content.iso200.com/2012/06/Malaga-carved-market-window.jpg

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 27 de Junho de 2013, pelas 23h 20m

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O Sal da Terra

* Educação e Criatividade,* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 10:46 am

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Ainda a propósito do post de ontem, acho que se impõe um comentário à presente discussão sobre o Ensino e os Professores. Porque em termos simples, podemos estabelecer um paralelo que qualquer pessoa pode entender:

A Educação é como a Culinária, ou como a Jardinagem – não se pode ter ingredientes nem a mais nem a menos, e tudo tem um tempo próprio, o tempo de semear e o tempo de colher; e entre estes tem que haver a possibilidade de amadurecer.

É por isso que as turmas numerosas são um contra-senso. E se houver alunos marcados por comportamentos difíceis, a eficácia do trabalho torna-se improvável na proporção das dificuldades propostas por esses comportamentos desviantes.

Os falsos pedagogos falam de “estratégias” – mas não estão com as mãos-na-massa. Pois se estivessem, gostaria de ver como resolveriam as dificuldades que se lhes apresentassem.

Nos últimos anos da minha vida profissional, o número de alunos “difíceis” por turma aumentou. Os modos de estar em sociedade  como é sabido também se modificaram; a noção de respeito diluiu-se.  Instalou-se uma agressividade desconfiada na maneira de falar, um individualismo egoísta marca os comportamentos…

Em turmas que tenham à volta de vinte alunos, vinte e dois…, leva-se quase o primeiro período a estabelecer um ambiente de bom relacionamento em que se instale um sentimento de cooperação… Mas se o acaso juntar demasiados comportamentos marcados pela rejeição pura e simples ao trabalho e à presença do adulto, essa conquista leva mais tempo. E enquanto acontece, a organização da aula não avança como se deseja…

Eu tive a oportunidade de fazer esta comparação. A seguir ao 25 de Abril, o Ministério da Educação manifestou o objectivo de melhorar as condições do Ensino no País. E uma das medidas foi a redução dos alunos por turma. Houve outras medidas que foram marcadas por erros ideológicos, mas esse é outro tema. Esta medida de redução do número de alunos por turma foi positiva.

O trabalho do Ensino tem que ter a componente educativa, formativa! Não me estou a referir a aulas de Moral ou coisa semelhante. Não se pode encarar a Formação como um compêndio de normas, é absurdo. Estou a referir-me àquela formação que acontece e se interioriza pela aquisição de método, de responsabilidade, de saber exprimir-se com a contrapartida de saber ouvir; em que o Trabalho é sentido como um prazer, um prazer que nos satisfaz e realiza, e não uma condenação. E nos interstícios desta trama, para que o tecido saia de boa qualidade, tem que haver lugar ao sentido de Humor. Obviamente não estou a falar desse humor com que se conta anedotas!

Um Professor não se relaciona com os alunos como quem chega à aula e liga os autómatos à corrente. As “estratégias” funcionam se tiverem condições para funcionar. Como as sementes que só germinam num habitat apropriado, ou como um cozinhado que só resulta com os ingredientes certos…

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 19 de Junho de 2013, pelo meio-dia

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Se eu fosse…

* Antologia,* Educação e Criatividade — Myriam de Carvalho @ 8:32 pm

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No tempo antigo, quando me davam turmas de alunos problemáticos para que através da disciplina de Português eu contribuísse para os acalmar, descobri que esses alunos aceitavam com relativa facilidade o desafio de escreverem qualquer coisa respondendo à sugestão “Se eu fosse…”

Lembro-me como se estivesse agora a acontecer! Uma turma de 6º ano, composta de jovens entre os 16 e os 18 anos… Ao princípio, hostis e agressivos. E depois as relações foram-se normalizando, e formámos um grupo de grandes e leais amigos!

Claro que nem peguei no livro de textos, de que eles já estavam mais que fartos. Usei a Crónica dos Bons Malandros, do Mário Zambujal – acho que para começar. Do que me lembro bem, é que dei o primeiro capítulo em aulas formais, e que eles se divertiram à brava com o texto! Depois, e à falta de melhor razão!, arrazoei que nos capítulos seguintes havia alguns palavrões e que não achava bem estarmos a pronunciar tais palavras em plena aula – ao que eles anuíram com a maior naturalidade! E passei-lhes a batata quente, quer dizer, formámos grupos e os diferentes capítulos foram trabalhados em trabalhos de grupo (havia um guião), cada grupo / seu capítulo, cada grupo apresentou o seu trabalho e conclusões à turma, e o livro foi despachado em três tempos. No fim da obra, houve o remate com chave de ouro, que foi um passeio à Gulbenkian; acho que o pormenor de eleição para eles foi o almoço! Nem o parque, nem a exposição, qual quê – o restaurante da Gulbenkian – um must!

Depois entrei nos Contos Exemplares, da Sophia. Comecei pelos contos pequenos. Depois, nos contos mais longos, dava-se uma introdução na aula, e eles terminavam a leitura, interpretação, gramática, em trabalho de grupo. Não tenho neste momento o livro à mão, mas há aquele conto que é apenas um retrato…; não tem narrativa. Rapazes e rapariguinhas deliraram com esse retrato de uma dondoca inútil! E depois, lá vinha a receita, cada grupo ficou de criar um capítulo-narrativa com um episódio condigno da vida daquela mulher arrogante e vaidosa! E aí, diverti-me eu com os episódios que surgiram, cheios de raiva contra a gente ricaça, mas de uma inocência e ingenuidade que ainda hoje recordo com ternura.

Era a época em que o Maradona estava no auge da sua glória. E os rapazes mais velhos propuseram que se fizesse um trabalho sobre Desporto! E esse sim, saiu com conhecimento e racionalidade; o Desporto fazia parte do mundo deles.

Não me lembro de muito mais sobre essa turma. Foi uma experiência maravilhosa para mim!

Mas havia os tais desafios. Escrever um pequeno texto sob o desafio “Se eu fosse…” Lembro-me de um. A turma estava reticente; não apetecia trabalhar… Então, o desafio foi lançado, mas estavam em dia NÃO, e quando a Rita se lembrava de se opor, a aula corria difícil para mim… Então, ocorreu-me… Um lápis está na prateleira da livraria, à espera que o comprem… O que é que ele pensa, o que é que ele sente enquanto espera? …

Resultaram textos maravilhosos!

Deste tipo de desafio saiam confissões dramáticas de sofrimento em alto grau. Sem rancores. Apenas expressões de abandono e desânimo sem nenhuma esperança… Saiam naturalmente. Cada autor projectava-se na personagem, neste caso o lápis, e através deste estratagema, aqueles jovens opacos perdiam as resistências e falavam de si com uma sinceridade tocante, comovente… Estes textos eram policopiados, e eram interpretados, lidos, discutidos entre todos, com a mesma dignidade com que se estuda os textos dos manuais. Isto funcionava acima de tudo como uma autêntica terapia de grupo e decorria pacificamente, com seriedade, dignidade, autenticidade… Ainda os estou a ver na minha frente. Era uma turma de dezoito alunos… Por serem relativamente tão poucos, podia-se ser-lhes útil…

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Gosto de abrir os livros de Poesia ao acaso. E agora, ao ver este poema de António Osório, lembrei-me das minhas experiências com esses já distantes “Se eu fosse…”

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A Inocente Mala

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Se eu fosse uma coisa, amaria ver-me

como comboio-correio. Longo e nocturno,

devassando o interior, contemplado

de fugida por pinhais e estrelas,

lobos, penhascos e embruxados.

Bom parar em todas as estações.

Cabecear de sono, beber vinho, ser

banco de campónios, crianças, contrabandistas.

Aldeã que reza, desdentada e solícita.

Em cada carruagem existe sempre

um voluntário palhaço que golfa

sua alegria: coroá-lo com o clarim

do galo. E deixar em todos os lugares

as ânforas de barro das paixões

(quase sempre mal-avindas, fortuitas,

temerosas): colaborar, encher

a inocente mala do carteiro.

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António Osório

In: A Luz Fraterna, Poesia Reunida; pág 265

Assírio & Alvim, 2009

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Imagem:

http://www.jornaldoalgarve.pt/wp-content/uploads/2010/10/Comb%C3%B3ios-Algarve.jpg.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 18 de Junho de 2013, pelas 21h 40m

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Louis Armstrong e o poema

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 4:37 pm

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What A Wonderful World

Vale a pena recordar o poema, e Louis Armstrong, o seu cantor:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=E2VCwBzGdPM

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Lyrics

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Songwriters:

GEORGE DAVID WEISS, GEORGE DOUGLAS, BOB THIELE

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I see trees of green…….. red roses too

I see em bloom….. for me and for you

And I think to myself…. what a wonderful world.

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I see skies of blue….. clouds of white

Bright blessed days….dark sacred nights

And I think to myself …..what a wonderful world.

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The colors of a rainbow…..so pretty ..in the sky

Are also on the faces…..of people ..going by

I see friends shaking hands…..sayin.. how do you do

They’re really sayin……i love you.

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I hear babies cry…… I watch them grow

They’ll learn much more…..than I’ll never know

And I think to myself …..what a wonderful world

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(instrumental break)

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The colors of a rainbow…..so pretty ..in the sky

Are there on the faces…..of people ..going by

I see friends shaking hands…..sayin.. how do you do

They’re really sayin…*spoken*(I ….love….you).

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I hear babies cry…… I watch them grow

*spoken*(you know their gonna learn

A whole lot more than I’ll never know)

And I think to myself …..what a wonderful world

Yes I think to myself …….what a wonderful world.

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Imagem: 

174965.jpg

Fonte para o poema:

http://www.lyricsfreak.com/l/louis+armstrong/what+a+

wonderful+world_20085347.html

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 7 de Junho de 2013, pelas 17h 45m

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What a wonderful world!

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 11:27 pm

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Há momentos assim! Conexão total com o Universo!

É isto que eu entendo por Poesia, acima de todos os sentimentos e todas as palavras.

A página Rawforbeauty acaba de postar no FB este filme de Sir Richard Attenborough com o famoso poema What a wonderful world:

LINK para o filme:

video.php

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Imagem:

WhiteLions_drinking_tx800.jpg.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Agora já é dia 3 de Junho, na sua primeira meia-hora!

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Pagan forever

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:58 pm

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Pagan forever

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Belarus Neo Pagans

ppl-take-different-roads-quote.

Imagens:

Deusavenusbrass.jpg

Saltando a fogueira:

http://sandiegofreepress.org/2013/05/the-starting-line-community-

activists-take-aim-at-san-diegos-budget-priorities/belarus-neo-pagans/

Dalai Lama:

http://www.quoteswave.com/picture-quotes/105059

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Publicado por Myriam jubilot de Carvalho

Dia 2 de Junho de 2013, pelas 24h

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A Poesia é a alma da Terra

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 10:33 pm

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A Poesia é a alma da Terra

Moaxaha

Para a Luisinha

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A Poesia

é a alma da Terra

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Só adormeço com os cantos joviais,

gráceis, inocentes, dos rituais dos pardais

da quinta aqui em frente, em seus jogos matinais –

Cantos felizes que a Maria-sem-terra

conserva na saudade que o coração encerra

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Só adormeço com os cantos das ondas;

dos maus sonhos, sem canseira, a fazerem a monda,

viajando por cima do mau tempo e suas frondas –

Como as rondas da noite, na sua caligrafia,

vão elas ceifando as teorias da agonia

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Há fadas e duendes na Natureza em flor,

e eu vejo em cada corola uma canção de amor,

um hino a Adonai, Allah, o Espírito Superior –

E ligando a Terra ao Céu, como um desenho a gris,

as minhas mãos de vento vão moldando um arco-íris

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A Poesia é da Terra a alma secreta –

partilhada pela alma de profeta, ou crisálida, dos Poetas

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Myriam Jubilot de Carvalho

Inédito

2 de Junho de 2013

Imagem:

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 2 de Junho de 2013, pelas 23h 40m

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Rio dos Bons Sinais – Vai sair em breve

* Notícias e Entrevistas — Myriam de Carvalho @ 1:16 pm

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Mais uma antologia lusófona.

Iniciativa do poeta moçambicanos residente em Portugal, Delmar Maia Gonçalves.

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Delmar Maia Gonçalves, nome a reter, não só pela sua Poesia, como pela sua dinãmica na divulgação da Literatura e Cultura Moçambicanas, numa perspectiva muiticultural, sem preconceitos, sem lugares-comuns, sem ressentimentos históricos.

Aliás, o título escolhido para esta colectânea é bem sintomático das intenções do seu dinamizador – “Rio dos Bons Sinais”, metáfora para a Vida (o Rio) -,  sob os bons augúrios de novos tempos como consequência das novas mentalidades que vão surgindo – de entendimento e colaboração, de igual para igual!

E gosto igualmente dos tons da capa, em vermelho e cor de fogo, símbolos do Amor e da Energia Vital.

No grupo dos Escritores Moçambicanos na Diáspora tenho encontrado novos e queridos Amigos!

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 1º de Junho de 2013, pelas 14h 20m

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