Magia do Presépio

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 9:50 am

Glória a Deus nos nossos corações, é Paz na Terra para toda a Humanidade e todos os elementos da Natureza

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Post do dia 25 de Dezembro, pelas 9h da manhã

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Postal de Natal

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:42 pm

Para todos os meus Amigos/as,

e para todos os visitantes deste blogue,

um BOM e FELIZ NATAL!

 

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Post do dia 21 de Dezembro de 2011

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Take my hand – Mahalia Jackson

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 7:25 pm

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 Para os meus Filhos e Netinhos,

 Um Bom Natal, um Natal Feliz!!!

com esta bela canção, nesta voz maravilhosa!

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Mahlia Jackson

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Precious Lord Take My Hand – lyrics

Hey Hey
Hey Hey

Sometimes I feel like everybody’s got a problem
Sometimes I feel like nobody wants to solve them
I know that people say we’re never going to make it
But I know we’re going to get through this
(Close your eyes and please don’t let me go)
Don’t, Don’t, Don’t, Don’t let me go now
(Close your eyes don’t let me let you go)
Don’t, Don’t, Don’t

[Chorus]
Take my hand tonight
Let’s not think about tomorrow
Take my hand tonight
We could find some place to go
Cause our hearts are locked forever
And our love will never die
Take my hand tonight
One last time

The city sleeps and we’re lost in the moment
Another kiss says we’re lying on the pavement
If they could see us they would tell us that we’re crazy
But I know they just don’t understand
(Close your eyes and please don’t let me go)
Don’t, Don’t, Don’t, Don’t let me go now
(Close your eyes don’t let me let you go)
Don’t, Don’t, Don’t

[Chorus]
[ From: http://www.elyrics.net/read/s/simple-plan-lyrics/take-my-hand-lyrics.html ]
Take my hand tonight
Let’s not think about tomorrow
Take my hand tonight
We could find some place to go
Cause our hearts are locked forever
And our love will never die
Take my hand tonight
One last time

Hey Hey
Hey Hey

The raindrops
The tears keep falling
I see your face and it keeps me going
If I get lost your light’s going to guide me
And I know that you can take me home
You can take me home

[Chorus]
Take my hand tonight
Let’s not think about tomorrow
Take my hand tonight
We could find some place to go
Cause our hearts are locked forever
And our love will never die
Take my hand tonight
One last time

[Chorus]
Take my hand tonight
Let’s not think about tomorrow
Take my hand tonight
We could find some place to go
Cause our hearts are locked forever
And our love will never die (Love will never die)
Take my hand tonight
One last time

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Imagem, retirada de:

http://doubledutchproductions.biz/mahalia.html

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Post do dia 21 de Dezembro de 2011,

pelas 19h 30m

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Arquíloco, de Paros

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 11:40 pm

 

Ainda não deixei aqui nenhum testemunho da minha paixão pela Poesia Grega clássica… É difícil abarcar todo o mundo da Poesia, e no que toca a Poesia, eu diria que sou “cidadã do Mundo”…

Mas desta vez escolho um dos meus poemas gregos favoritos. Desde os meus 19 ou 20 anos que este poema me acompanha como prudente conselheiro – um poema que veio ao meu encontro nas aulas do saudoso mestre que foi o Professor Padre Manuel Antunes, que não se cansava de salientar “o ideal da justa medida” dos antigos Gregos.

Na dificuldade que tenho, de momento, em localizar a versão do poema que o Padre Manuel Antunes nos comunicou nas suas aulas, aliás de sua própria autoria, deixo aqui esta versão, em Espanhol.

E aproveito e dedico este post ao

José António Baptista

Corazón, corazón, de irremediables penas agitado,

álzate! Rechaza a los enemigos oponiéndoles

el pecho, y en las emboscadas traidoras sostente

con firmeza. Y ni, al vencer, demasiado te ufanes,

ni, vencido, te desplomes a sollozar en casa.

En las alegrias y en los pesares gime

sin excesos. Advierte el vaivén del destino humano.

 

 

O poema é de Arquíloco, de Paros

(c. 650 a. C.)

in:

“Antologia de la Poesia Lirica Griega”,

siglos VII – IV aC

Selección, prólogo e traducción de Carlos Garcia Gual

Alianza Editorial, Madrid, 1983 – página 27

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Casualmente, acabo de encontrar aqui na Net uma versão, também em Espanhol, que se assemelha mais à do Padre Manuel Antunes:

Corazón, corazón atormentado por inmensos dolores, cobra valor y defiéndete ofreciendo el pecho al enemigo y deteniéndote con valor junto a las emboscadas de los hombres hostiles; si vences, no te jactes de ello públicamente y si eres vencido no gimas refugiándote en tu casa. Alégrate con las cosas alegres y no te irrites demasiado con los fracasos: date cuenta de las alternativas a que está sujeto el hombre.

Da página:

In Novo // Revista Electronica de Investigation

http://www.revistainnovo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=58:arquiloco-y-su-historia-de-amor-los-versos-mas-apasionados-de-la-lirica-griega&catid=36:articulos&Itemid=62

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E hoje, dia 6 de Fevereiro de 2012, folheando a ROSA DO MUNDO (Assírio & Alvim, 2001), reencontrei a versão de Maria Helena da Rocha Pereira, na página 419 – uma versão porventura mais bela que as duas anterirores!

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O RITMO DA VIDA

Coração, meu coração, que afligem penas sem remédio,

eia! Afasta os inimigos, opondo-lhes um peito

adverso. Mantém-te firme ao pé das ciladas

dos contrários. Se venceres, não exultes abertamente.

Vencido, não te deites em casa a gemer.

Mas goza as alegrias, dói-te com as desgraças,

sem exagero. Aprende a conhecer o ritmo que governa os homens.

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Post publicado no dia 18 de Dezembro de 2011, pelas 23h

Apresentação de Manuel Neto dos Santos

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 12:36 pm

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Hoje trago ao nosso convívio alguns poemas do último trabalho de Manuel Neto dos Santos, um poeta do Sul, meu grande Amigo, autor de vasta obra poética, grande parte dela ainda inédita. Desde há cerca de 20 anos que conheço o seu trabalho, que começou por manifestar a sua paixão pelas raízes populares da nossa Poesia. Mas o Tempo traz consigo novas paixões, e a sua linguagem poética tem evoluído  para uma respiração de outras formas, cores e aromas. Sobrepondo-se a isso, a sua paixão pelos estudos arábico-andaluses – e porventura, quem sabe, a sua paixão pelo Teatro – vão introduzindo novos cambiantes à sua temática e linguagem. “Sulino” – assim se intitula o trabalho em questão e que tenho a honra de receber ainda antes de publicado – apresenta-nos um resultado possível desta evolução. O trabalho traz duas dedicatórias – a primeira, homenageando a memória de Al-Mutamid – “herança transcendente do Sul“; a segunda, dirigindo-se a Tereza Salgueiro – “Com a insistência da dádiva generosa/ Da luz do sol, trazendo pela mão a madrugada“.

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Escalda-nos a alma destes pequenos poemas, que concentram de forma incisiva uma força que se exprime na exaltação da paisagem contrastada e única, inspiradora, do Barrocal. A paisagem do Sul é-lhes tão interior que se lhes imprime na expressividade e na linguagem como BI, ou ADN, identificando-os de forma tão expressiva. Dizer que estes pequenos poemas nos falam do Sol, ou da terra vermelha, seria dizer pouco. Quem aqui nos fala, “usando” o Eu Poético como intermediário, são o próprio Sol, a própria terra vermelha, o céu azul, a cal, o próprio mar, o verão escaldante, as amêndoas e os figos e as farrobas ! O que ouvimos é todo um canto de cigarras. O que vemos são poemas a doirar ao Sol sobre o almeichar – e, num àparte, sempre digo que acho que esta palavra, mais do que a esteira estendida na varanda, fascina os algarvios! Estes poemas concentram uma exaltação da vida, das coisas comuns onde os olhos poisam – as coisas comuns iguais em toda a parte – de forma a transcenderem o seu aparente regionalismo e tornando-os universais, pois, como diz o Eu Poético que connosco fala nesta Poesia, “todo o mundo (é) o meu lugar”.

Não querendo alongar-me, não vou fazer um estudo das metáforas, por vezes surpreendentes, como por exemplo, na página 17, “o mar de uma glosa”, ou, como é dito na página 16, “rendilho a chaminé dos versos meus”, ou na página 13, onde se fundem os conceitos de – a nossa história e “jardim florido”.

Torna-se-me difícil escolher dois ou três poemas para aqui os apresentar. Gosto deles todos, de alguns um tanto mais, bem entendido, mas de todos eles. Assim, apresento apenas dois ou três ao acaso, salientando como o apontamento da data e hora se integram no corpo do poema, conferindo-lhe profundidade, ou talvez de um modo sui generis, atribuindo-lhe uma personificação.

Noutra altura, aqui deixarei mais alguns, e tentarei fazer uma breve abordagem à influência da poesia arábico-andalusa. Resta dizer, por agora, que Manuel Neto dos Santos nasceu em Alcantarilha (Silves) a 21 de Janeiro de 1959, e que as fotos que ilustram este post me foram fornecidas pelo próprio Poeta.

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Poema da página 9:

Luz da manhã

Vestindo o horizonte.

Véu transparente sobre o rosto

E o dorso das encostas;

A aragem vem do mar

Domar a forma dos meus olhos.

Ó meu olhar boquiaberto de espanto

E de fascínio;

Farrapos da noite sobre o azul

Ao longe, ao fundo.

Surge o dia, assinala-se o escuro,

Em seu declínio.

14 Julho 10

12 h

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Poema da página 16:

Como se fosse agora a vez primeira,

Rendilho a chaminé dos versos meus

Nesta rede de bilros, cinzelada.

Tenho arabescos e arcos de ferradura

No olhar…

O oasis dos meus sonhos, por achar…

Mais nada.

19 Julho 10

17.10 h

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Poema da página 24:

Nenhum perfume é puro ou verdadeiro

Para além de ti, ó alecrim saloio;

Ao trigo prefiro muito mais o joio,

À alfange… mil vezes o tinteiro.

21 Julho 10

19 h

Publicado às 12h 36m, do dia 14 de Dezembro de 2011

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Manuel Neto dos Santos

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 4:35 pm

Um pequeno poema de Manuel Neto dos Santos, da obra ainda inédita, “Sulino” (página 23)

 Ao som de belas cantigas

De abelhas que, pelo jardim,

Vão de corola em corola…

Ouço as cadências antigas

De Al-Hambra que mora em mim;

Peço poesia por esmola.

12 Agosto 10

17.55 h

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Post aqui publicado em 13 de Dezembro de 2011

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