John Lennon

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 1:41 pm

Mother

 

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Publicado em 16 de Julho de 2011


Pedro Jubilot Alves

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 8:36 am

Frida

(Frida Khalo, 6.07.1907/1954)

a uma mulher não basta viver, não basta ser… tem de sofrer pelo preço da sua passagem num mundo criado para a revolução do poder.

tem de se fazer eclipsar periodicamente como sol e lua dando o seu espaço para o outro poder brilhar.

e depois reaparecer porque se não consegue viver sem o seu calor, as suas cores, a sua invenção autobiográfica.

as suas criações demoram sempre mais a ser reconhecidas, sejam orgasmos, filhos, amor, artes, ou desejos de morte.

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Achei que viria a propósito inserir aqui o tema “Woman“, de John Lennon:

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O poema, “Frida“, foi cedido pelo Autor, meu primo e amigo,

Pedro Jubilot Alves,

Do seu blogue http://canalsonora.blogs.sapo.pt/

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Post publicado em 16 de Julho de 2011

 

Sometimes I Feel Like a Motherless Child

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 9:14 am

Hoje deixo aqui um Espiritual Negro que remonta aos tempos da escravatura nos EEUU, época em era comum vender crianças, separando-as dos pais.

Este pungente poema tanto pode ser interpretado literalmente, como em sentido metafórico. Neste segundo caso, o lar de que se sente saudades será o próprio Céu, esperança dos que nada esperam da Vida.  Claro que pode ter simultaneamente as duas leituras – saudades de casa, saudades do Céu. Para mim, este poema continua actual pois sabemos que continua a existir escravatura infantil… No entanto, quando o consigo desintegrar do contexto em que nasceu, este poema exprime apenas, de forma magistral na sua simplicidade, um sentimento de profundo desalento.

Aqui fica a maravilhosa voz de Mahalia Jackson, que alia dois grandes poemas – o Summertime, a conhecida área de Porgy and Bess, e o Motherless Child.


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Mas há outras interpretações, não menos belas… Descobri esta!

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E eis o poema:

Sometimes I feel like a motherless child


Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Long way from my home
Sometimes I wish I could fly
Like a bird up in the sky
Oh, sometimes I wish I could fly
Fly like a bird up in the sky
Sometimes I wish I could fly
Like a bird up in the sky
Closer to my home

Motherless children have a hard time
Motherless children have-a such a hard time
Motherless children have such a really hard time
A long way from home

Sometimes I feel like freedom is near
Sometimes I feel like freedom is here
Sometimes I feel like freedom is so near
But we’re so far from home

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Foi aqui publicado em 4 de Julho de 2011

 

 

Hoje deixo aqui um poema meu

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 8:31 am

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Hoje, trago o soneto com o qual fui incluída no

Anuário de Poesia de 1987,  da Assírio & Alvim (pág 96)

É, como se vê, uma homenagem a Florbela Espanca, a grande sonetista do início do séc XX

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Florbela Espanca

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Embarquei esta noite nas naves da aventura

É já mar alto    E só se vê o céu

Presa da caneta    inerte e viva    Eu dou

a volta ao mundo    E o mundo é meu

 

Embarquei esta noite nas naves sem regresso

Eis-me ao espaço aberto    E já perdi o Sol

Presa dos silêncios dos teus olhos    Arremesso-me

às grades    Estátua de gesso    húmida    e    mole

 

Embarquei esta noite nas naves dos sem deus

Amanhã não virá    Se não chamar por ti

em êxtases exangues    Máscara e álibi

 

Presa dos teus sonhos    Aonde estão os meus?

Nave dos sonhos    Dos loucos    Das luzes da agonia

Faça-se em mim    Segundo a Poesia

 

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 1º de Julho de 2011

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