Boas Festas, e Despedida

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 8:02 pm

ESTE ano, em Setembro, este BLOGUE completou 10 anos de permanência no ar. Nos últimos tempos, nota-se que foi ficando velhinho, pois com as últimas actualizações técnicas, torna-se difícil aceder aos posts mais antigos e ir substituindo as fotos que vão desaparecendo…

Por outro lado, vou tentar arranjar um modelo mais recente, que eu também saiba utilizar, mas que me permita fazer alguma ilustração mais pessoal. Com a ajuda do meu Filho, super artista destas coisas, certamente hei-de encontrar um modelo simples e bonito, que não choque a minha ignorância informática!

Assim, despeço-me dos meus possíveis leitores, desejando um Feliz Natal e um Ano Novo cheio Saúde, Paz e Amor, e também cheio de projectos e sobretudo, da sua realização! Um grande abraço para todos, e os meus profundos votos de Felicidade e Bem-Estar,

Fátima Domingues / Myriam Jubilot de Carvalho

Dia 23 de dezembro de 2019, pelas 20 h

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Filhos

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 4:53 am

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Filhos

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Não sei definir saudades

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Um calor envolvente

Um sorriso quente

Uma voz que me afaga docemente

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A vida tem nascente 

e tem poente

e marcha velozmente

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Só sei os vossos gestos 

eternos na memória

manifestos de ternura 

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Vocês são toda a minha história

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Publicado igualmente no FB e no site Recanto das Letras, em 23 de Novembro de 2019, pelas 4h 52m

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Sons de longe

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 2:13 pm

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Sons de longe

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Sons de longe na 

pauta de uma flauta

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Flauta encantada na 

madrugada

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Acordas a fada

sem prometer nada

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O Amor, quando fala,

se fala –

…depressa abala

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© Myriam Jubilot de Carvalho

Ouvindo o CD

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, em 3 de Novembro de 2019, pelas 14h 11m

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Um poema de Emily Dickinson

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 11:05 pm

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Um poema de Emily Dickinson
(poema 1510)
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How happy is the little Stone
That rambles in the Road alone
And doesn’t care about Careers
and Exigencies never fears –
Whose Coat of elementar Brown
A passing Universe put on,
And independent as the Sun,
Associates or glows alone,
Fulfilling absolute Decree
In casual simplicity – 
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Tradução de António Simões,
na sua Antologia de Poesia Anglo-Americana
Edição Campo das Letras, 2002
pág 338:
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Como é feliz a Pedrinha
Rola pla Estrada sozinha,
Sem ter cuidados de Emprego,
Dos Desafios não tem medo – 
Sua Castanha Roupagem
Veste Universo de passagem;
Como o Sol, independente,
Brilha só ou conjuntamente,
Cumpre a divina Vontade
Com toda a simplicidade – 
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Emily Dickinson (1830-1886)

Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho,

dia 27 de Outubro de 2019, pelas 23h

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Brandos Costumes e Xenofobia

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 2:13 am

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ESTA onda de xenofobia desorienta.
Sei que o País dos Brandos Costumes, de “brando”, não tem nada.
…Mas tanto?!
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Até me sinto ridícula em afirmar que estou do lado de Todo-o-Mundo!
E mais, sendo Mulheres, estamos todas ao mesmo nível – Somos todas alvo dos mesmos movimentos machistas, exclusivistas, e ainda por cima, um sector do Todo Feminino que formamos, é vítima desta desenfreada xenofobia.
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Mas estamos unidas, e a Razão, a pura Razão, há-de estar do nosso lado. Não as desconfianças.
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Como pode um sector dos Portugueses/Portuguesas, sentir ressentimento para com os Afro-Europeus?
Quem foi que tingiu de sangue e sofrimento os litorais africanos? 
…E não me venham com o argumento estafado de que os “africanos vendiam o seu povo”. A ganância e a crueldade são de todas as latitudes e de todos os tempos. 
O que é de “lamentar” – oh, como as palavras são insuficientes – o que é de repudiar, é que no século XXI ainda haja uma camada da nossa população que se mostra desorientada ao ver que todos temos o direito de nos cruzarmos na rua, na praça, nas lojas, nas universidades ou na vida política, todos e todas à mesma altura, e todos e todas com os mesmos direitos.
Só existe uma realidade na vida – o Ser Humano.
Sejamos todos Humanos! No sentido mais elevado e mais nobre do termo. Não me entendam mal: não é por caridade. É porque é de Direito.

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, aqui e no FB. Em 14 de Outubro, pelas 3h 12m

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Renovação no Parlamento português

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 2:55 pm

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Novos rostos no Parlamento português

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O resultado das eleições do passado dia 6 deste mês vem imprimir uma grande renovação à nossa sociedade.
Estas três deputadas, recém-eleitas, são Afro-Europeias. 
Africanas pela ascendência e cultura materna, mas também Europeias pela Cultura adquirida no país onde vivem, quer pelas suas vivências pessoais, quer pelos seus estudos universitários. 

Estamos todos de parabéns, porque a sua eleição representa um avanço na actualização e modernização do nosso viver colectivo. 
Isto é, no século da Globalização, ficam para trás, felizmente, as considerações de origem geográfica que nos inferiorizavam a todos.
Esperamos que a sua presença no Parlamento traga o contributo que nos faltava para a total abertura da mentalidade colectiva à presença dos Afro-Europeus no país colonizante que fomos, e que ainda não deixámos completamente de ser.
Senão, como se compreenderá que uma das praças públicas mais belas da nossa capital ainda continue a ser designada como “Praça do Império”?

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho,

em 8 de Outubro de 2019, pelas15h 55m

Igualmente no FB

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A sabedoria dos provérbios

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 11:31 pm

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Só esta noite vi o último Eixo do Mal (programa da SIC Notícias, quintas-feiras à noite) – um programa que muito aprecio e que em geral não perco.
Na última parte do programa, os convidados referiram-se, com indignação e muito bem, ao modo insultuoso com que um certo segmento da opinião pública tem acolhido a activista Greta Thunberg.
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Isto eles não disseram, mas eu digo:
Esse falejar indignado deve-se a dois aspectos:
1- As actividades de defesa da Natureza e do Planeta incomodam as grandes indústrias. Toda a gente percebe isso.
2- As pessoas comuns incomodam-se só de pensarem que têm de mudar os seus hábitos. E é isto que as pessoas não querem perceber.
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Bruce Chatwin cita o provérbio indiano:
Life is a bridge. Cross over it, but build no house on it.
Na tradução portuguesa – “Canto Nómada” – vem na pág 219 – “A vida é uma ponte. Atravessa-a, mas não construas nela nenhuma casa.”
Jesus Cristo, segundo rezam as crónicas, também disse, no famoso e magistral Sermão da Montanha:
“Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.”
Mas a nossa “civilização” ultrapassou em muito esta sabedoria, e o resultado está à vista. Ainda Bruce Chatwin (na pág 164):
“O mundo, se algum futuro tem, há-de ser um futuro ascético.”

Publicado por

© Myriam Jubilot de Carvalho, em 2 de Outubro de 2019, pelas 0h 30m

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Vozes fátuas

* Notas Breves — Myriam de Carvalho @ 1:15 pm

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Erguem-se vozes porque o Reitor da Universidade de Coimbra definiu que não haja carne de vaca na Cantina da Universidade.
Vozes que são por um lado conservadoras-comodistas quanto aos velhos hábitos e recusando olhar seriamente para o Presente, e o Futuro ameaçado, preferem continuar nas suas vidas despreocupadas.
Vozes por outro lado preocupadas com os prejuízos económicos que uma conscientização mais eficaz possa provocar.
E vozes que devendo ser responsáveis, vão dando “uma no cravo e outra na ferradura”, fazendo humor da forma mais banal e irresponsável ridicularizando um tema tão grave.
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E no entanto, TODOS temos a obrigação premente de saber que há urgência em renovarmos os nossos comportamentos.

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© Myriam Jubilot de Carvalho,

22 de Setembro de 2019, pelas 14h 14m

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Homenagem a Greta Thunberg

* Poesia — Myriam de Carvalho @ 12:17 pm

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Os Antepassados e o Presente

Homenagem a Greta Thunberg

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Re-encontrámos alguns dos elos que 

têm andado perdidos!

Ignorávamos até que tivessem existido

E no entanto, eles têm continuado vivos! 

Ficaram em marca indelével no nosso ADN! 

Neandertais entre nós, Europeus…

Denisovianos, entre Asiáticos e Oceânicos…

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Se os Tibetanos resistem à altitude,

e os Inuits aos gelos,

devem-no aos seus antepassados 

Denisovianos….

Ninguém morre,

poisnada se perdeu –

E isto me fascina!

–Esta é a nossa Eternidade!

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A marcha da Humanidade tem sido 

feita a partir de um ponto zero?

Talvez…

Civilizações desapareceram?

Talvez… E em seu lugar, 

outras surgiram…

Talvez…

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Agora, porém, caminhamos para 

um fim…

Não uma finalidade, não qualquer coisa como

um objectivo…

…Mas um fim, um final, 

– um terminus

bem definido – Nós,

nós não vamos deixar nada…

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E são as Crianças, oh Deuses, são as Crianças

que se erguem em todo o Mundo para

lembrarem aos adultos 

(adultos?)

que precisam de espaço para terem “futuro”!

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© Myriam Jubilot de Carvalho, 20 de Setembro de 2019

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, em 22 de Setembro de 2019, pelas 13h 17m

Publicado igualmente no FB e em Recanto das Letras

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Mais um poema de Rumi

* Antologia — Myriam de Carvalho @ 10:07 am

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RUMI, poeta persa do séc XIII, grande mestre espiritual., exprimiu-se através da Poesia. E os seus poemas não têm idade

Poema de Rumi (1207-1273)

    “Aquele que quer contemplar a glória de Deus 

contempla uma rosa vermelha; 

e da mesma forma que a realidade última 

pode ser percebida na contemplação imóvel 

duma rosa vermelha, 

assim também quando uma flor delicada encanta o coração, 

sentimo-nos de novo por um instante 

como uma planta. 

O místico vê Deus no jardim, 

e vê-se a si próprio na erva.”

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Publicado por Myriam Jubilot de Carvalho, em 17 de Setembro de 2019, pelas 11h 06m

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